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terça-feira, 9 de setembro de 2008

Bruxelas

Não podia faltar, claro, Bruxelas, a cidade que nos acolheu por esses 6 dias pela Bélgica.

La Grand Place










O menino que teria apagado um incêndio em Bruxelas com o seu pipi. Lenda da cidade.

E visto que esfriou, vestiram o menino.

Muitas cervejas são feitas por lá. Para quem gosta, o lugar é um paraíso!

Museu Real das Belas Artes de Bruxelas, interno.


Catedral de São Miguel e Santa Gudula

Ruas de Bruxelas



Entardecer
À noite.





Três continentes: Ásia, América e Europa.

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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Antuérpia


Outra bela cidade que conhecemos na Bélgica, a Antuérpia. Cidade portuária que se situa à beira do rio Escalda, a 90 quilômetros do mar do norte. A cidade usufrui de uma vantajosa posição geográfica.

Adorei ver os inúmeros Mercúrios espalhados pela cidade. Obviamente, o deus da comunicação, do comércio e das trocas é homenageado por lá.

O nome da cidade tem origem em uma lenda. Segundo ela, nos tempos de Júlio César, o terrível gigante Druoon Antigoon vivia em um castelo ao longo do rio Escalda. Para poder passar pelo rio, todo o capitão de navio devia pagar a ele um pedágio, uma taxa bem alta. Quem não podia pagar, perdia a mão.Até que um belo dia o capitão romano Salvius Brabo se rebelou contra esse abuso. Assim teve início uma luta furiosa ao final da qual, Brabo derrrotou o robusto gigante, lhe cortou a mão esquerda e a jogou no rio Escalda.

E é daí que surge o nome Antuérpia. Antwerpen: "Hands" (mão) e "werpen" (jogar).

Não é preciso pensar muito para intuir que a lenda deve ter origem num acontecimento verdadeiro.



Outro Mercúrio


Castelo na beira do rio Escalda



No canto, à direita do castelo, tem um gigante oprimindo dois homens e na mão dele, atrás, tem uma saquinho de moedas. Outra representação da opressão por taxas.

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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Dinant

Dinant foi outra cidadezinha muito linda que conhecemos na Bélgica. Tem 13 mil habitantes e fica ao longo do rio Mosa, na parte francófona do país. Três coisas chamam a atenção na cidade: a Catedral em pedra negra, o rio e a Citadella, ou fortaleza militar, no topo de uma rocha. O nome da cidade tem a ver com a função econômica que ela tinha, pois dinanteria são os objetos trabalhados em metal.










Foto de cima da Citadella



Dentro da fortaleza, encenação da forja dos metais.



Conhecemos essa maravilha de cidade graças à indicação do Professor Amaral, professor do Marcelo na Engenharia, que viveu 6 anos na Bélgica e conhece todas as belezas por lá.
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Bruges

Nosso vídeo amador!

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Bruges

Voltamos ontem de viagem, na madrugada de hoje para ser mais precisa. Mudamos um pouco o roteiro inicial. Não fomos à Dunquerque e fomos à Antuérpia. Gostei muito da Bélgica. Nos divertimos bastante por lá, apesar da chuva, do vento e do frio. Outra coisa: apesar de não curtir muito cerveja, a de lá é tão boa que bebi todos os dias. Isso sem falar no waffle que é uma delícia.

Vou começar por Bruges. Esta cidadezinha pertence à região de Flanders ocidental. Seu centro histórico medieval foi tombado como patrimônio da humanidade pela Unesco.

As imagens falam por si mesmas.

Canais que circundam o centro histórico



Chegando na Praça do Mercado







Tudo é muito rico em detalhes

Prédio em estilo barroco

No topo, a deusa da justiça equilibrando os opostos com a sua balança no fio da navalha da espada.




Ao dobrar uma esquina, mais beleza.



Aqui, uma escultura em ferro de Leda, Zeus, Prometeu acorrentado e o cavalo Pégasus. A Leda, muito voluptuosa, foi seduzida por Zeus que se apresenta em forma de cisne.




Lindinha, não? Amanhã, escrevo aqui sobre Dinant.

A domani!
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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Venho sentindo no vento o cheiro da nova estação...


Recebi agora há pouco de um amigo muito querido este texto do Osho. Simplesmente amei! Dolorosa e felizmente amei! Compartilho com àqueles que SIGNIFICAM suas experiências, sejam elas boas ou más.

A existência nunca é contra você

O segredo da total aceitação é o segredo do absoluto sucesso; você não pode fracassar. Não há poder no mundo que possa fazer de você um fracasso, porque mesmo no fracasso, você estará dançando e festejando.

Transforme cada oportunidade em algo criativo e belo. Eu não gostaria que você ficasse com essa idéia ilusória de que pode continuar permanentemente no mesmo estado mental; isso é possível apenas se você estiver morto. Se você está vivo, os climas irão mudar, as estações irão mudar; e você terá que aprender através de invernos, através de verões, através de chuvas. Você terá que passar através de todas essas estações com uma dança em seu coração, sabendo perfeitamente bem que a existência nunca é contra você.

Então o que quer que ela lhe dê... pode ser amargo, mas é remédio. Pode não parecer doce no início, mas finalmente você verá que lhe proporcionou algo que apenas um único estado mental não poderia ter lhe dado.

Sendo assim, o que quer que esteja acontecendo, é bom. Vá com calma. Isso não é para sempre, isso também vai mudar. Mas não faça nenhum esforço para mudar. Deixe isso com a existência.

É a isto que chamo de confiança. A existência é mais sábia que você e irá proporcionar-lhe todas as oportunidades necessárias para o seu crescimento.

Osho, The New Dawn, # 2
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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

De malas prontas!

No roteiro

Bruxelas:



Bruges:


Dinant:



Dunkerque:



Na volta, conto tudo por aqui.

Alla prossima!
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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Buona fortuna?


Esta semana estou sozinha em casa, pois o Marcelo foi para um congresso de doutorandos na Bélgica. Sozinha aqui no meu infinito particular estava enviando good vibrations a ele, pois hoje é o dia que ele apresenta o seu projeto lá. Pensei em italiano: Buona Fortuna, mas depois pensei:

Não!

A Fortuna é uma deusa muito ambígua. A deusa romana não era considerada uma deusa justa e quando alguém desejava invocar justiça e perseverança, não invocava à Fortuna, mas à própria diligência e operosidade.

A Fortuna é inconstante como a Lua, como diria já a introdução de "Ó Fortuna" de Carmina Burana:

"O Fortuna,
velut Luna
semper crescis
aut decrescis
rota tu volubilis "

"Ó Fortuna
assim como a Lua
tu és mutável
sempre cresce ou decresce
tu, roda que gira!"

Na Roma antiga, de fato, essa deusa era cultuada a fim que nada de ruim acontecesse, já que ela era considerada fonte de bem-estar, mas também de inumeráveis e intermináveis desgraças. Os grecos a chamavam de Tyche, ou seja, "aquilo que acontece". Os gregos consideravam que a Fortuna fosse uma das inumeráveis filhas de Tétis e de Oceano, ou uma filha de Zeus, sempre disposta a seguir os movimentos imprevisíveis de uma bola, como a fortuna dos homens. Lembrei do Harry Potter buscando a bolinha de ouro no jogo de Quidditch. O time que consegue pegá-la vence o jogo, praticamente.

Ao olhar para essa representação da Roda da Fortuna se percebe que, enquanto uns sobem e outros estão no topo, o restante ou cai ou está caído já.

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Ecco... a baladinha do Jovanotti!

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Bella come un lunedì di vacanza dopo un anno di lavoro


Foto da vista aqui de casa quando o tempo está limpo

O título, trecho da música "Bella" do cantor italiano Jovanotti, mostra bem como estou me sentindo hoje. Lá fora chove. Segunda - feira com chuva sem precisar sair de casa e sem nenhum compromisso é o que há, não é? Por causa da chuva a temperatura baixou. Faz 16°. Meu computador mostra que em Porto Alegre está 15°, com a diferença que lá nos pampas é inverno, ou deveria ser. Aqui é verão, mas um verão bem light. Quando a temperatura atinge os 30, 30 e poucos graus, o povo fica louco. No geral, ao menos aqui no norte da Itália, a temperatura fica entre os 23° e 28°, ou seja, veranico pra lá de bom.

Ah, mas eu tava falando das férias ...pois é, fechei meu primeiro ano acadêmico aqui. Não foi moleza. Por diversas vezes me perguntei o que é que eu fui inventar de fazer. Principalmente quando me deparei com os primeiros cursos de literatura: calhamaços de prosa e poesia em italiano antigo pra ler e preparar, ou quando tive que começar a aprender a me mover no labiríntico sistema organizacional universitário italiano. Um dia, Marcelo e eu nos matamos de rir contando os mil cliques que tenho que dar até chegar na minha página anagráfica da universidade. Isso sem falar na minha "Carta di Soggiorno" - o documento que me permite ficar aqui por 10 anos - que eu espero desde março de 2007! Vai chegar ESTA SEMANA, finalmente, depois de 1 ano e 5 meses de espera.

Quem espera sempre alcança. Alguns cansam com a burrocracia, é verdade. E com toda a razão. Mas a vida é uma aventura, não é mesmo? Depois de vencidos os desafios, colhemos os frutos, ficamos mais experientes e temos mais histórias para contar.

Acho que o mais importante que eu tenho pra contar é isso: o estar vivendo essa desacomodação diária. Estar num lugar talmente novo que é preciso nada mais nada menos que uma nova fundação: começar de novo, do zero, tudo! Lembro que o ano passado, nesta mesma época, eu estava tateando como cega, procurando na web uma universidade, um curso pra fazer. Em seguida, comecei a labiríntica tratativa pra me matricular. Não sei como não me apareceu um cabelo branco naquela ocasião :-)

Mas passado um ano, quanta coisa pode mudar né? Já me sinto uma gata escaldada e já nem tenho mais medo do frio. Fica a maravilhosa sensação de já não achar as coisas tão difíceis e a humildade de saber que sempre tem mais e mais para se aprender. Novos amigos, obstáculos vencidos e pequenas vitórias entram para o currículo do vida.

Agora, só me resta aproveitar as férias e este bello lunedì dopo un anno di lavoro!
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sexta-feira, 11 de julho de 2008

A Última Ceia

Este último semestre foi bastante corrido, mas agora que entrei em férias - SIM EU ESTOU EM FÉRIAS -vou atualizar nossas andanças por aqui.

No dia 27 de maio passado fomos finalmente ver A Última Ceia do Lenardo Da Vinci, em Milão. Digo finalmente, porque não é uma operação fácil. Para se ter uma idéia, na metade de fevereiro resolvemos comprar os bilhetes e, incrédulos, constatamos que só havia disponibilidade a partir do final de maio.

Mas, quem espera sempre alcança!

A obra foi feita e foi conservada no refeitório do convento da Igreja Santa Maria delle Grazie, ao lado da homônima igreja. A Última Ceia do Leonardo como se sabe , é uma das mais célebres pinturas do mundo. Tutelar essa obra de arte requer hoje condições ambientais excelentes que incluem o tratamento do ar, restauros constantes e a limitação dos visitantes.

Arrá, tá explicado então!

No dia 27 de maio, chegando lá, realmente, foi outra história até entrar : 3 portas de seguranças com espera em cada uma delas até chegar ao refeitório da Santa Maria delle Grazie.

Foi impactante ver, entre uma porta e uma espera e outra, fotos da Igreja e do refeitório parcialmente destruídos a causa da 2° Guerra Mundial. A parede do refeitório foi uma das poucas que não foi danificada. Olha a foto:



No entanto, existiu alguém com a "brilhante" idéia de ampliar a porta que fica na parede onde está a pintura e com isso lá se foram os pés de Cristo (!!!!)



Estando lá dentro, havíamos somente 30 minutos para contemplar a pintura. Uma pena, pois eu passaria ali uma tarde inteira. Ah, e nem pensar em tirar fotos, claro!

A obra é impressionante. Pensar que ela foi feita há mais de 5oo anos e conserva ainda hoje a dramaticidade da reação dos apostólos, frente à impactante frase de Cristo: "Em verdade vos digo que um dentre vós me trairá !". Além disso, visto que a pintura ocupa toda uma parede do refeitório, Leonardo a pintou conforme a luz que entra pelas janelas que estão à direita da obra, por isso o lado direito de quem vê a pintura é mais luminoso.

A obra está em constante restauro. A última restauração foi feita no apóstolo San Gionanni, que alguns dizem ser Maria Madalena por casa dos cabelos compridos. Esta é uma foto do refeitório que eu tirei da "Guida al Cenacolo Vinciano":



Como toda a obra de arte que se preza, essa pintura suscitou já mil e uma interpretações, uma delas é a correspondência com os 12 signos do zodíaco. Interpretação essa que "mi piace". Mas como isso já é assunto de jornal de "trezontontem" , como diz uma amiga minha, me limito aqui só a mostrar o que vi.
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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Antigo e...novo!

Hoje eu acordei mais cedo, tomei sozinho o chimarrão
Procurei a noite na memória... procurei em vão
Hoje eu acordei mais leve (nem li o jornal)...


Alívio imediato-Engenheiros do Hawai

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Hermes e o caranguejo

Gustav Klimt. A árvore da vida.

Hermes e o Caranguejo se uniram no Baile do Céu. Hermes deixou um bilhete:

-Estarei, por um tempo, longe da agitação. Caranguejo e eu vamos viajar em busca das nossas raízes. Fui...

Júpiter ficou p. a vida.

-Só me faltava essa...humpf! O que é que ele quer com aquele cara dengoso? Eu aqui com tanta coisa importante pra fazer...

É, não tá fácil... Júpiter está cheio de trabalho, se sentindo sozinho e ainda perdeu seu mensageiro nessa busca que para ele é vã.

Mas, nesse meio tempo, eis que nada mais nada menos que a terra escura se abre e das suas entranhas, Plutão salta invisível e ameaçador:

- A busca que vocês estão fazendo serve para transformar o ressentimento em poder interno! Vamos ver se vocês serão capazes...

Os dois se olharam e seguiram a passos lentos pela costa deserta e tranquila.

A estrada nenhum dos dois conhecia, mas malgrado as dúvidas do mensageiro e o medo do Caranguejo, se puseram a caminhar.
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