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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Bruges

Voltamos ontem de viagem, na madrugada de hoje para ser mais precisa. Mudamos um pouco o roteiro inicial. Não fomos à Dunquerque e fomos à Antuérpia. Gostei muito da Bélgica. Nos divertimos bastante por lá, apesar da chuva, do vento e do frio. Outra coisa: apesar de não curtir muito cerveja, a de lá é tão boa que bebi todos os dias. Isso sem falar no waffle que é uma delícia.

Vou começar por Bruges. Esta cidadezinha pertence à região de Flanders ocidental. Seu centro histórico medieval foi tombado como patrimônio da humanidade pela Unesco.

As imagens falam por si mesmas.

Canais que circundam o centro histórico



Chegando na Praça do Mercado







Tudo é muito rico em detalhes

Prédio em estilo barroco

No topo, a deusa da justiça equilibrando os opostos com a sua balança no fio da navalha da espada.




Ao dobrar uma esquina, mais beleza.



Aqui, uma escultura em ferro de Leda, Zeus, Prometeu acorrentado e o cavalo Pégasus. A Leda, muito voluptuosa, foi seduzida por Zeus que se apresenta em forma de cisne.




Lindinha, não? Amanhã, escrevo aqui sobre Dinant.

A domani!
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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Venho sentindo no vento o cheiro da nova estação...


Recebi agora há pouco de um amigo muito querido este texto do Osho. Simplesmente amei! Dolorosa e felizmente amei! Compartilho com àqueles que SIGNIFICAM suas experiências, sejam elas boas ou más.

A existência nunca é contra você

O segredo da total aceitação é o segredo do absoluto sucesso; você não pode fracassar. Não há poder no mundo que possa fazer de você um fracasso, porque mesmo no fracasso, você estará dançando e festejando.

Transforme cada oportunidade em algo criativo e belo. Eu não gostaria que você ficasse com essa idéia ilusória de que pode continuar permanentemente no mesmo estado mental; isso é possível apenas se você estiver morto. Se você está vivo, os climas irão mudar, as estações irão mudar; e você terá que aprender através de invernos, através de verões, através de chuvas. Você terá que passar através de todas essas estações com uma dança em seu coração, sabendo perfeitamente bem que a existência nunca é contra você.

Então o que quer que ela lhe dê... pode ser amargo, mas é remédio. Pode não parecer doce no início, mas finalmente você verá que lhe proporcionou algo que apenas um único estado mental não poderia ter lhe dado.

Sendo assim, o que quer que esteja acontecendo, é bom. Vá com calma. Isso não é para sempre, isso também vai mudar. Mas não faça nenhum esforço para mudar. Deixe isso com a existência.

É a isto que chamo de confiança. A existência é mais sábia que você e irá proporcionar-lhe todas as oportunidades necessárias para o seu crescimento.

Osho, The New Dawn, # 2
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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

De malas prontas!

No roteiro

Bruxelas:



Bruges:


Dinant:



Dunkerque:



Na volta, conto tudo por aqui.

Alla prossima!
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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Buona fortuna?


Esta semana estou sozinha em casa, pois o Marcelo foi para um congresso de doutorandos na Bélgica. Sozinha aqui no meu infinito particular estava enviando good vibrations a ele, pois hoje é o dia que ele apresenta o seu projeto lá. Pensei em italiano: Buona Fortuna, mas depois pensei:

Não!

A Fortuna é uma deusa muito ambígua. A deusa romana não era considerada uma deusa justa e quando alguém desejava invocar justiça e perseverança, não invocava à Fortuna, mas à própria diligência e operosidade.

A Fortuna é inconstante como a Lua, como diria já a introdução de "Ó Fortuna" de Carmina Burana:

"O Fortuna,
velut Luna
semper crescis
aut decrescis
rota tu volubilis "

"Ó Fortuna
assim como a Lua
tu és mutável
sempre cresce ou decresce
tu, roda que gira!"

Na Roma antiga, de fato, essa deusa era cultuada a fim que nada de ruim acontecesse, já que ela era considerada fonte de bem-estar, mas também de inumeráveis e intermináveis desgraças. Os grecos a chamavam de Tyche, ou seja, "aquilo que acontece". Os gregos consideravam que a Fortuna fosse uma das inumeráveis filhas de Tétis e de Oceano, ou uma filha de Zeus, sempre disposta a seguir os movimentos imprevisíveis de uma bola, como a fortuna dos homens. Lembrei do Harry Potter buscando a bolinha de ouro no jogo de Quidditch. O time que consegue pegá-la vence o jogo, praticamente.

Ao olhar para essa representação da Roda da Fortuna se percebe que, enquanto uns sobem e outros estão no topo, o restante ou cai ou está caído já.

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Ecco... a baladinha do Jovanotti!

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Bella come un lunedì di vacanza dopo un anno di lavoro


Foto da vista aqui de casa quando o tempo está limpo

O título, trecho da música "Bella" do cantor italiano Jovanotti, mostra bem como estou me sentindo hoje. Lá fora chove. Segunda - feira com chuva sem precisar sair de casa e sem nenhum compromisso é o que há, não é? Por causa da chuva a temperatura baixou. Faz 16°. Meu computador mostra que em Porto Alegre está 15°, com a diferença que lá nos pampas é inverno, ou deveria ser. Aqui é verão, mas um verão bem light. Quando a temperatura atinge os 30, 30 e poucos graus, o povo fica louco. No geral, ao menos aqui no norte da Itália, a temperatura fica entre os 23° e 28°, ou seja, veranico pra lá de bom.

Ah, mas eu tava falando das férias ...pois é, fechei meu primeiro ano acadêmico aqui. Não foi moleza. Por diversas vezes me perguntei o que é que eu fui inventar de fazer. Principalmente quando me deparei com os primeiros cursos de literatura: calhamaços de prosa e poesia em italiano antigo pra ler e preparar, ou quando tive que começar a aprender a me mover no labiríntico sistema organizacional universitário italiano. Um dia, Marcelo e eu nos matamos de rir contando os mil cliques que tenho que dar até chegar na minha página anagráfica da universidade. Isso sem falar na minha "Carta di Soggiorno" - o documento que me permite ficar aqui por 10 anos - que eu espero desde março de 2007! Vai chegar ESTA SEMANA, finalmente, depois de 1 ano e 5 meses de espera.

Quem espera sempre alcança. Alguns cansam com a burrocracia, é verdade. E com toda a razão. Mas a vida é uma aventura, não é mesmo? Depois de vencidos os desafios, colhemos os frutos, ficamos mais experientes e temos mais histórias para contar.

Acho que o mais importante que eu tenho pra contar é isso: o estar vivendo essa desacomodação diária. Estar num lugar talmente novo que é preciso nada mais nada menos que uma nova fundação: começar de novo, do zero, tudo! Lembro que o ano passado, nesta mesma época, eu estava tateando como cega, procurando na web uma universidade, um curso pra fazer. Em seguida, comecei a labiríntica tratativa pra me matricular. Não sei como não me apareceu um cabelo branco naquela ocasião :-)

Mas passado um ano, quanta coisa pode mudar né? Já me sinto uma gata escaldada e já nem tenho mais medo do frio. Fica a maravilhosa sensação de já não achar as coisas tão difíceis e a humildade de saber que sempre tem mais e mais para se aprender. Novos amigos, obstáculos vencidos e pequenas vitórias entram para o currículo do vida.

Agora, só me resta aproveitar as férias e este bello lunedì dopo un anno di lavoro!
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sexta-feira, 11 de julho de 2008

A Última Ceia

Este último semestre foi bastante corrido, mas agora que entrei em férias - SIM EU ESTOU EM FÉRIAS -vou atualizar nossas andanças por aqui.

No dia 27 de maio passado fomos finalmente ver A Última Ceia do Lenardo Da Vinci, em Milão. Digo finalmente, porque não é uma operação fácil. Para se ter uma idéia, na metade de fevereiro resolvemos comprar os bilhetes e, incrédulos, constatamos que só havia disponibilidade a partir do final de maio.

Mas, quem espera sempre alcança!

A obra foi feita e foi conservada no refeitório do convento da Igreja Santa Maria delle Grazie, ao lado da homônima igreja. A Última Ceia do Leonardo como se sabe , é uma das mais célebres pinturas do mundo. Tutelar essa obra de arte requer hoje condições ambientais excelentes que incluem o tratamento do ar, restauros constantes e a limitação dos visitantes.

Arrá, tá explicado então!

No dia 27 de maio, chegando lá, realmente, foi outra história até entrar : 3 portas de seguranças com espera em cada uma delas até chegar ao refeitório da Santa Maria delle Grazie.

Foi impactante ver, entre uma porta e uma espera e outra, fotos da Igreja e do refeitório parcialmente destruídos a causa da 2° Guerra Mundial. A parede do refeitório foi uma das poucas que não foi danificada. Olha a foto:



No entanto, existiu alguém com a "brilhante" idéia de ampliar a porta que fica na parede onde está a pintura e com isso lá se foram os pés de Cristo (!!!!)



Estando lá dentro, havíamos somente 30 minutos para contemplar a pintura. Uma pena, pois eu passaria ali uma tarde inteira. Ah, e nem pensar em tirar fotos, claro!

A obra é impressionante. Pensar que ela foi feita há mais de 5oo anos e conserva ainda hoje a dramaticidade da reação dos apostólos, frente à impactante frase de Cristo: "Em verdade vos digo que um dentre vós me trairá !". Além disso, visto que a pintura ocupa toda uma parede do refeitório, Leonardo a pintou conforme a luz que entra pelas janelas que estão à direita da obra, por isso o lado direito de quem vê a pintura é mais luminoso.

A obra está em constante restauro. A última restauração foi feita no apóstolo San Gionanni, que alguns dizem ser Maria Madalena por casa dos cabelos compridos. Esta é uma foto do refeitório que eu tirei da "Guida al Cenacolo Vinciano":



Como toda a obra de arte que se preza, essa pintura suscitou já mil e uma interpretações, uma delas é a correspondência com os 12 signos do zodíaco. Interpretação essa que "mi piace". Mas como isso já é assunto de jornal de "trezontontem" , como diz uma amiga minha, me limito aqui só a mostrar o que vi.
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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Antigo e...novo!

Hoje eu acordei mais cedo, tomei sozinho o chimarrão
Procurei a noite na memória... procurei em vão
Hoje eu acordei mais leve (nem li o jornal)...


Alívio imediato-Engenheiros do Hawai

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Hermes e o caranguejo

Gustav Klimt. A árvore da vida.

Hermes e o Caranguejo se uniram no Baile do Céu. Hermes deixou um bilhete:

-Estarei, por um tempo, longe da agitação. Caranguejo e eu vamos viajar em busca das nossas raízes. Fui...

Júpiter ficou p. a vida.

-Só me faltava essa...humpf! O que é que ele quer com aquele cara dengoso? Eu aqui com tanta coisa importante pra fazer...

É, não tá fácil... Júpiter está cheio de trabalho, se sentindo sozinho e ainda perdeu seu mensageiro nessa busca que para ele é vã.

Mas, nesse meio tempo, eis que nada mais nada menos que a terra escura se abre e das suas entranhas, Plutão salta invisível e ameaçador:

- A busca que vocês estão fazendo serve para transformar o ressentimento em poder interno! Vamos ver se vocês serão capazes...

Os dois se olharam e seguiram a passos lentos pela costa deserta e tranquila.

A estrada nenhum dos dois conhecia, mas malgrado as dúvidas do mensageiro e o medo do Caranguejo, se puseram a caminhar.
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quinta-feira, 3 de julho de 2008

A Lenda de Beowulf

Super dica de filme que vi ontem: "A Lenda de Beowulf" com a bella e poderosa Jolie e o Anthony Hopkins. O filme é inspirado no poema épico, Beowulf - uma narrativa nórdica, anônima e escrita em inglês antigo, com datação para o VIII século.

Ah, e nada mais nada menos que o Neil Gaiman, o autor de Sandman, fez a adaptação pro cinema. O filme é daqueles computadorizados que mantém as feições dos atores. Olha a poderosa Jolie aí:

O legal é que em muitas cenas, se reconhece a linguagem poética, como por exemplo as aliterações. Me emociona pensar que histórias como essas chegam até nós hoje, graças à voz, o corpo e às técnicas mnemônicas dos cantadores, e que mais além, algum -provavelmente alguns - escribas suaram para passar para a língua escrita.

Técnicas mnemônicas devem ter sido acordadas por Câncer e Virgem, não? O primeiro é o portador das memórias e o segundo das técnicas.

Um contador de histórias precisa se ater ao essencial (Virgem) para poder contar o seu causo e adicionar a isso as técnicas para memorizar a historia: como as rimas, o ritmo, as repetições. Tudo isso a serviço da memória (Câncer).

Então, sob um céu de Marte em Virgem e de um Sol/Lua em Câncer (Lua novíssima cheirando a lençóis branquinhos), fica ai minha homenagem às boas histórias.
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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Giovanni Allevi - Back to Life (live)


O post abaixo fala de Giovanni Allevi. Neste aqui vocês poderão escutar um pouco da música dele.
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terça-feira, 10 de junho de 2008

La musica in testa e nel cuore

Dia desses entrei em contato com a música Giovanni Allevi, um jovem artista italiano, cuja paixão é o pianoforte. Isso porque estava vendo um programa aqui que se chama La Storia siamo noi - programa esse que apresenta escritores e seus livros recém escritos-, cujo intuito é debater o tema de um livro junto ao seu escritor.

Durante a transmissão, entre tocar o pianoforte e falar do seu livro La musica in testa, o jovem pianista a um certo ponto disse mais ou menos o seguinte: "Não é preciso ter medo de romper as regras, se é nosso coração a pedir. Nem é preciso ter medo de desestabilizar um sistema: está na sua natureza a necessidade de mudar. Mas sobretudo é preciso sempre encontrar a coragem de expor-se , de ousar, de pôr-se em jogo: é um dever do artista!"

No mesmo momento pensei: Marte em Leão no céu! (Marte entrou em Leão no inicio do mês de maio e fica ali até o iniciozinho de julho). Leão, o regente da nossa casa 5 do mapa astrológico, impele à ousadia. Isso porque a casa 5 fala das nossas criações. Essa casa mostra como nos expressamos, ousamos, namoramos, temos ou não filhos. Essa casa requer um tanto de coragem.

Um artista precisa de muita coragem, pois uma criação, seja ela qual for, depois de parida ganha vida própria. Marte, o deus guerreiro, por sua vez, quando chega num signo, intensifica as características desse signo. Passa a haver uma grande necessidade de expressão.

E Leão, o signo do coração, entrou na fala do artista. Isso porque todo artista é, ao seu modo, apaixonado. E a paixão os move.

Ele contou que sofria de grave síndrome do pânico e , quando criança, e depois adolescente, sempre foi tímido e desengonçado.

Hoje, ele continua sendo desengonçado. Charmosamento desengonçado. E disse que a música e o grande desafio de começar a apresentar seu trabalho, o ajudaram a lidar com as crises de pânico.

Ah...fazer arte é mais do que simplesmente ousar: é, no processo criativo, lidar e superar conflitos, é jogar com misteriosos arcanos, que estão muito além de um sistema.

A arte cura e, sobretudo, emociona!
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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Museo Egizio a Torino

Foi uma correria este mês de maio. Nem consegui mais postar no blog e, no entanto, não via a hora de encontrar um tempinho e vir aqui contar as novas. Bom, este mês que se vai, em meio às aulas, exames, compromissos profissionais e pessoais, recebemos uma grande amiga aí do Brasil e fizemos un giro per l'Italia: Turim, Siena, Pisa e a maravilhosa Florença foram partes do roteiro.

Em Turim fomos ver o Museo Egizio, o segundo maior museu egípcio do mundo, depois do Cairo. Um museu enorme que conserva mais de 6.000 objetos dentre os quais, múmias, papiros, sarcófagos, objetos da vida cotidiana e amuletos que foram trazidos do Egito, na sua grande maioria, pelo italiano Bernardino Dovretti. O italiano era cônsul frânces no Egito e prestava serviços ao Napoleão.

Histórias de guerras e de rapinas à parte, é incrível pensar que por causa do clima seco do Egito até mesmo materiais orgânicos como o papiro foram conservados.

O objeto mais antigo é um cadáver de 6.000 anos. Querem ver?





Isto foi maravilhoso de ver:



Papiro
Periodo tolemaico (332-30 a.C.)
Provenienza: Tebe, in seguito Collezione Drovetti, 1824


Tradução livre do texto do site oficial do Museu

Nesta cena do Livro dos Mortos de Iuefankh assistimos ao momento crucial, ou seja, o julgamento do morto, a chamada psicostasia ou julgamento da alma. O coração do morto, considerado a sede da inteligência (que não era o cérebro) se encontra sobre o prato de uma balança em equilíbrio diante de uma pequena figura da deusa Maat - que traz sobre a cabeça a pena de um avestruz. A deusa personifica a idéia de ordem cósmica, de justiça e de harmonia. Junto a Thoth, Maat era garantia da precisão. Thoth, que se manifestava em duas formas, como babuíno e como pássaro, era o deus da sabedoria e da escrita, que conhecia o cálculo. Ele vinha representado seja como pássaro, seja como babuíno. Sendo o coração (inteligência) de Ra, fazia os cálculos das fases lunares. Mestre de exatidão, era o patrono dos escribas. Por causa da sua habilidade no cálculo pediam a sua presença durante o julgamento da alma. Thoth aparece nesta cena sentado em cima da balança na forma de um babuíno, e como deus que da testa do pássaro ibis, registra o resultado com a pena diante a uma capela do deus de Osiris. Os deuses Horus e Anubis presidiam a balança e eram encarregados de ouvir a voz do coração do morto. Um animal híbrido (Anmut) sobre um pequeno altar está a espera do julgamento de Osiris. Se o morto tivesse que ser condenado, este animal, de corpo de hipopótamo e cabeça de crocodilo, lhe devoraria o coração, impedindo-o assim de renascer.
O meu conhecimento de história antiga vai até o gregos, infelizmente. E os gregos, por sua vez, tinham consciência de serem uma civilização criança diante daquela egípcia. Esta história do Tribunal de Osiris, famosa diga-se de passagem, sempre me emocionou. O fato de o coração do morto não poder ser nem tão pesado, mas nem tão leve é algo muito libriano. A balança, a busca pela precisão e pela justa medida em meio a um momento tão dramático, como o julgamento do morto, são carregados de significados.
Um deles é que há de haver um equilibrio, ao meu ver. Não se pode levar o mundo na passagem ao al di là , ou um coração pesado (ou ainda uma consciência pesada), mas não se pode vir ao mundo a passeio e carregar um coração tão leve, ou nenhuma experiência significativa a ponto de não haver forjado um coração justo ( ou nenhuma consciência). Um coração que pese menos que a pluma de Maat, a deusa da justiça. É o fio da navalha de Libra. É sobre ela que devemos caminhar.
Em quase todo o percurso do museu se vê essa relação mágica-religosa que os egípcios tinham com a passagem, com a morte. Existem muitos exemplos disso: a técnica de embalsamar os mortos, os olhos que eles desenhavam na parte de fora dos sarcófagos para que o morto pudesse ver e para afastar o mal, as réplicas em miniatura dos bens do defunto - que eles acreditavam que tomassem vida no além e que tais objetos auxiliariam o morto na outra vida-, as embarcações construídas com o intuito de levar o morto ao al di là e muitas outras coisas que seguramente eu ignoro.
A deusa Maat, claramente, pode ser personificada na deusa Atenas dos gregos, enquanto Thoth, o deus da escrita, em Hermes e Rá é o deus Sol.
Certamente os gregos se inspiraram muito nos egípcios e, eu ainda vou estudar história egípcia.
Alla prossima!
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sexta-feira, 2 de maio de 2008

E por falar em primavera...Isola Bella

Maio é um mês incrível aqui no 45 norte: as cores, a temperatura, os cheiros, os sabores...é Touro para ninguém botar defeito. Touro o signo de terra que sabe usufruir da mesma como ninguém. Depois de 7 meses de músculos tesos de frio, o corpo todo pode finalmente relaxar sob o sol de maio. Que delícia!

Ontem, 1° de maio, dia do trabalhador, fomos passear com a Scuola di italiano no Lago Maggiore, um lago que fica na fronteira com a Suíça e também pertinho de Novara.

O Lago Maggiore tem uma série de ilhas. Nós visitamos a Isola Bella, um verdadeiro paraíso na terra como se pode ver na foto aérea da ilha, abaixo:



A Isola tem aproximadamente 320 metros de comprimento e 180 de largura. É constituída basicamente de um Castelo e de um belíssimo jardim, que foram construídos no século XVI, às expensas de uma rica família milanese, os Borromeo. Carlo III dedicou a obra à sua mulher: Isabella. De Isola di Isabella , por contração fonética, a ilha passou a chamar-se Isola Bella . Impressionante pensar que àquela época os Borromeos mandaram construir um pequeno paraíso sobre uma rocha. A ilha até hoje é propriedade da família. Felizmente, hoje, a ilha é aberta à visitação pública.

Dentro do Castelo, muitas belas salas e estátuas:



Venere addormentata di Gaetano Monti numa das grutas feitas com pedaços de rocha da ilha.



Mercúrio ostentando seu caduceu



Marte, suas armas.



Hefesto e Vênus na Sala da ballo



O Rapto de Perséfone.



Nós no Atrio de Diana entre o Castelo e os jardins



Osteria, addirittura un pavone! (algo como Báh , até mesmo um pavão!)



Olha o Hefesto ou Vulcano de novo, o deus grego do fogo, dos metais e da metalurgia.



Jardins e vista para o Lago.



No terraço dos jardins.



Netuno junto ao seu povo do mar no Teatro Massimo.



Fiori



Un pavone nascosto



Fiori e limoni



Vista para os Alpes nevados.



E por fim, o bello Lago Maggiore. Paradisíaco, não?
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segunda-feira, 28 de abril de 2008

Ecco la rondine! ( Eis a Andorinha)

A primavera deveria ter chegado há um mês atrás, mais ou menos, aqui no 45° norte. No entanto faz poucos dias que ela mostrou a sua face, ou seja, uma temperatura amena.

Finalmente! Eu estava já com saudades de um calorzinho!

Falando nela, hoje eu estava lendo um poema de Giovanni Pascoli, um poeta italiano do século XIX, quando me deparei com esta canzonetta que fala da chegada da primavera. Segundo o costume grego, as crianças, assim que chegava a bella stagione, saíam a bater de casa em casa a pedir comida.

-Ecco la rondine! Ecco la rondine! Apri!
Ch'ella ti porta il bel tempo, i belli anni.
'E nera sopra, ed il suo petto bianco.
'E venuta da uno che può tanto.
Oh! Apriti da te uscio di casa,
ch'entri costì la pace e l'abbondanza,
e il vino dentro il doglio da sé vada
e il pane d'orzo empia da sé la madia.
Uno anc'a noi, col sesamo, puoi darne!
Presto, ché non siam qui per albergare.
Apri, ché non siamo vecchi ma fanciulli!


Eis a Andorinha, eis a Andorinha! Abra!
Que ela te traz o bel tempo, os belos anos.
É negra e o seu peito é branco.
Veio a ti que é benevolente.
Oh! abra-se por si mesma, ò porta de casa,
que entre a paz e a abundância,
e o vinho vá por si mesmo dentro da jarra
e o pão d'orzo encha por si só o armário.
Um também a nós, com o sésamo, podes dar!
Rápido que não estamos aqui para albergar.
Abra, que não somos velhos, mas meninos!
(livre tradução)


XIII poema "L'Ultimo Viaggio", Poemi Conviviali di Pascoli

Depois de lê-la, imediatamente me lembrei da Nana, minha sogra italiana, e di tutte le sue belle canzonette italiane!

Dunque, te la dedico Nana!
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sábado, 26 de abril de 2008

El amor en los tiempos del cólera


Essa semana que passou, Marcelo e eu vimos o filme Love in the Time of Cholera um filme americano e colombiano baseado no livro "O amor nos tempos do cólera" do escritor Gabriel García Márquez. Como quase sempre acontece, na minha opinião, o livro é muuuuito melhor do que o filme. Na verdade, nesse caso, nem se compara. O filme é apenas passável. Não conseguiu, principalmente no início, manter o misto de dramaticidade e comicidade da personagem de Florentino, como magistralmente o criou o escritor colombiano. Além disso, o filme teria sido muito melhor se tivesse sido feito em língua espanhola. Por isso, vale a pena mesmo é ler o livro.

Eu o li já há uns 6, 7 anos e o bom de ver o filme foi poder recordar da personagem do Florentino Ariza e da atmosfera pisciana - virginiana do livro. Virginiana porque como cena de fundo o livro nos conta a explosão do cólera que assolava a sociedade da segunda metade do século XIX, na Colombia. Pisciana porque em primeiro plano assistimos o nascer, também esse explosivo, do amor entre os jovens, Florentino Ariza e Firmina Daza. Virginiana/Pisciana, também, porque os dois se trocavam às escondidas, com muita pudicícia, cartas de amor.

Florentino é uma personagem pisciana, pois é sensível, inspirado, apaixonado, nutre sua paixão sem limites por Firmina e, é quase vítima do amor que sente. Enquanto muitos morrem de cólera, a cólera do Florentino é mal de amor.

Mas Florentino se salva de morrer de amor, graças à sua compreensiva mãe que o estimula a viajar para esquecer a amada e, também, ao seu ascendente em Virgem. Me explico: na viagem, o apaixonado e recatado moço perde a virgindade num quase estupro "que sofre". Mas ali descobre o fascínio que exerce sobre as mulheres e, enquanto o amor por Firmina continua sendo impossível, Florentino começa a distrair-se com outras e a, virginianamente, elencar todas as relações que têm. Nesse elenco ele coloca em uma frase a impressão que teve da mulher com quem esteve. Mais ainda, sua profissão inicial é a de taquígrafo, profissão de virginiano.

Com seu jeito tímido e puro, mas também com a profundidade do amor que carrega, Florentino é como um espelho que reflete as emoções das mulheres. Por isso seu sucesso com elas. Mais ainda, Florentino é hábil com as palavras, principalmente com as poesias de amor e se descobre um hábil amante.

Quando Firmina se casa com o médico Urbino, Florentino quase morre. Mas não morre. Depois com o tempo, apercebe-se que precisa ocupar uma posição social mais elevada que a de simples taquígrafo para poder assim manter um mesmo padrão de vida que tem a sua amada Firmina, quando ela finalmente for sua. Decide trabalhar com o tio no comércio de barcos. De novo aí o eixo Virgem-Peixes.

E assim, tudo que ele faz é esperar que Firmina possa casar-se com ele, depois da morte de seu marido. E ele espera por mais de 50 anos. Graças à sua capacidade de ater-se aos afazeres cotidianos e à capacidade de manter seu sonho de amor sempre aceso, Florentino consegue finalmente estar ao lado da sua amada Firmina e é com ela que faz a passagem para um outro mundo, uma travessia doce em meio ao mar, nos tempos do cólera.
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sábado, 19 de abril de 2008

Lua cheia


Foto by Marcelo

O Sol chegou no Touro , hoje, e a Lua chegará amanhã de manhã em Escorpião no Baile do Céu. Sol e Lua em oposição igual a Lua Cheia. E que Lua cheia! Lua poderosa essa. De morte e renascimento! É conhecida como a Lua cheia de Buda, pois nesse dia os budistas comemoram o nascimento e a morte de Sidarta Gautama, o chamado Festival de Wesak.

Segundo a Wikipedia

Sidarta Gautama ou Siddhartha Gautama (em sânscrito सिद्धार्थ गौतम ) foi um príncipe que viveu por volta de 563 a.C. até 483 a.C., no reino de Śākya - que hoje em dia seria parte da fronteira do Nepal com a Índia. Gautama era seu nome de família, que significa "a melhor vaca", e Siddhartha é uma junção do sânscrito Siddhi ("realização", "completude", "sucesso", "liquidação de um débito") e Artha ("alvo", "propósito", "meta"). Pode ser traduzido como "Aquele cujos objetivos são alcançados" ou ainda "Aquele que cumpriu a meta a que se propôs (na sua vida)".

Casou-se ainda jovem com Yassodhara, teve um filho que foi chamado Rāhula ("obstáculo", em sânscrito) e, aos 29 anos, decidiu deixar a vida palaciana para viver como um asceta na floresta. Praticou meditação por 6 anos até que, aos 35 anos de idade, teve uma experiência religiosa à qual deu o nome de iluminação. A partir daí passou a ser conhecido como o Buda (Buddha, título honorífico em sânscrito que significa "Aquele que sabe", ou "Aquele que despertou"), mais especificamente como Buddha Śākyamuni ("o sábio dos Śākya").

Viveu até os 80 anos de idade, transmitindo seus ensinamentos e conquistando uma grande legião de discípulos, monges ou leigos (sem ordenação monástica).


Que a Lua cheia de Buda nos abênçõe, purifique e ilumine!
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sábado, 12 de abril de 2008

Um pouquinho de Madrid

Depois da viagem à Barcelona fomos à Madrid, uma cidade mais aristocrática que a alegre Barcelona, mas também muito exuberante.



Fuente de Netuno. Lindão ele, não?



Ganimedes, ou o Aguadeiro, o mais belo dos mortais servindo a Zeus com sua taça - Museo del Prado.



Plaza Mayor



Fuente de Cibeles



Calíope, a musa inspiradora da épica - Museo del Prado



Ruas de Madrid



Parque



Plaza de Toros
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sexta-feira, 4 de abril de 2008

Alexandre, o Grande é Sagitário, Áries e Peixes

Alexandre Magno na batalha de Isso (Museo Archeologico Nazionale di Napoli)

Como alguns de vocês sabem, depois de voltar da viagem à Espanha eu estava empenhada aqui com um exame de História Grega na universidade. Após quatro dias de estudo intenso, correu tudo bem! Já tô me acostumando com o estilo dos exames daqui, e fico feliz de não me sentir mais tão insegura com o fato deles serem orais.

Ah, e como é bom estudar história grega! Alguns personagens são iguais aos que conhecemos hoje, pois são movidos pela ganância, ambição, vaidade e poder. Mas outros trazem um algo a mais.
Sócrates, por exemplo, o filósofo da contra-corrente que, na busca pela verdade, desafiou os sofistas e se tornou um personagem muito incômodo no mundo grego. Morreu pela sua verdade! Ou o espartano Leônidas que, pela ideologia da sua pólis, lutou até a morte nas Termópolis. Ou ainda o astutíssimo ateniese Temistocles, que interpretou o oráculo de Delfo de uma forma muito particular e, graças a sua inteligência, venceu o numerosíssimo exército persiano em Salamina.
Porém, o mais impressionante de todos foi mesmo Alexandre Magno.

Ele nasceu em 326 a.C., filho de Felipe II, Rei de Macedônia. Com a morte do pai, em 336 a.C., Alexandre mostrou logo a que veio. Naquele momento não bastava somente ser filho de rei para tomar o trono. Era preciso bem mais que isso, pois havia muitos pretendentes ao cobiçado reino Macedônico. Alexandre tinha esse algo a mais - e muito mais ainda, como a História ensina. Foi com determinação que Alexandre matou todos os pretendentes e se impôs como o rei de Macedônia. Naquela época, já com Felipo II a Macedônia havia se erguido como a grande potência grega. Atenas e Esparta, depois da longa Guerra do Peloponeso, não conseguiram mais manter a tão desejada hegemonia.

Os atenienses tiveram que engolir Felipe II e seu filho Alexandre. A verdade é que a Macedônia sempre admirou muito a cultura dos atenieses, ao ponto de mandar buscar professores para ensinar os filhos dos nobres. Mas Atenas, que ficava no centro da Grécia, tinha dúvidas quanto aos macedônios serem gregos ou não. A Macedônia era uma região muito ao norte da Grécia, e seu povo era considerado quase bárbaro para os atenienses. Com a morte de Felipe II, em Tebas e Atenas se criou um boato de que também Alexandre, "o menino bobo" teria morrido. O fato é que o jovem princípe, segundo o que nos conta Plutarco, sabendo disso logo se apresentou aos muros de Tebas e destruiu totalmente a cidade. Já quando chegou em Atenas, não pôs abaixo nem um tijolo, a respeitou da mesma forma que havia feito o pai na guerra de Cheronea em 339-338 a.C. E mostrou de novo que de menino bobo não tinha nada.

Depois disso, para resumir, Alexandre reconquistou a Iônia, que havia sido dominada pelos Persas. Não contente com isso, acabou por conquistar a Asia e o Egito, criando o maior império já visto até então, como muitos de vocês devem saber.

O interessante nisso tudo é que o pai de Alexandre, Felipo II, dizia ser descendente de Hércules enquanto que a mãe, Olimpia, dizia ser descendente do Herói da Guerra de Tróia, Aquiles. Alexandre cresceu nesse ambiente e teve como professor nada mais nada menos que Aristóteles, que lhe ensinou ciência e arte. Segundo o que conta Plutarco, Alexandre não se separava da Iliada, livro que conta a Guerra de Tróia e que Aristóteles lhe deu de presente. O cara era grande mesmo.

Ao lado de suas campanhas militares, Alexandre fez outras campanhas propagandistas: fez sacrícios à deusa Atenas, ao seu suposto antepassado Aquiles, cortou um nó que deveria ser desfeito em Górdio e para completar, segundo uma lenda por Alexandre mesmo alimentada, ele seria filho do próprio Zeus.

Alexandre, o Grande montado no seu cavalo expandiu o mundo grego em limites nunca antes visto. Por isso é Sagitário. É Sagitário também porque estudou com um dos maiores filósofos que já existiram, é Sagitário porque descende do próprio Zeus, é Sagitário até no nome: Alexandre, O Grande!

Alexandre é Áries porque já aprendia a lutar desde pequeno, não titubeou um instante sequer em se impôr como rei, mas mais que rei ele era um líder. Conquistou o que o pai queria, mas foi mais além, bem além. Conquistou outros povos no sentido pleno da palavra, pois os trouxe para o seu lado e os integrou numa cultura helenistica. Sabia lutar e sabia o que queria.

Alexandre é Peixes porque não via os povos que conquistava como "outros", se metamosfoseava neles. Casou-se com inúmeras asiáticas. Tinha curiosidade pela cultura dos outros povos e queria fundar um único reino multi-cultural. Além disso, Alexandre morreu jovem, um pouco antes de completar os 33 anos de uma doença desconhecida. Doença desconhecida é coisa de Peixes e morte perto dos 33 anos nos faz lembrar de Cristo.

Depois de Alexandre nenhum outro conseguiu sucedê-lo. Seus inúmeros filhos eram todos ainda muito jovens. Seu reino multi-étnico morreu junto com ele, mas sua fama é conhecida ainda hoje em todo o mundo.


Estatueta do jovem Alexandre montando um cavalo; Bagram, Afghanistan
Bibliografia: Storia Greca a cura di Marco Betalli
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quinta-feira, 3 de abril de 2008


O mensageiro dos deuses chegou no Áries ontem no Baile do Céu. Em Áries, o deus Hermes tira os pés-de-pato piscianos e veste sandálias com uns foguetinhos atrás, deixando tudo mais veloz.

Por isso, basta com as firulas, meu amigo! Use a palavra assertiva que vai no coração do que se quer dizer. Seja vigoroso e franco e, como fazem as crianças, deixe-se surpreender por toda e qualquer idéia nova.

Com a nova idéia em mãos, não a ponha no quarto do sono e muito menos no corredor do tempo, peloamordedeus! Ao contrário, faça-a andar e rápido!

Ah, e aproveite a energia alegre de Áries para bater cabeça - dançando, é claro!
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