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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Museo Egizio a Torino

Foi uma correria este mês de maio. Nem consegui mais postar no blog e, no entanto, não via a hora de encontrar um tempinho e vir aqui contar as novas. Bom, este mês que se vai, em meio às aulas, exames, compromissos profissionais e pessoais, recebemos uma grande amiga aí do Brasil e fizemos un giro per l'Italia: Turim, Siena, Pisa e a maravilhosa Florença foram partes do roteiro.

Em Turim fomos ver o Museo Egizio, o segundo maior museu egípcio do mundo, depois do Cairo. Um museu enorme que conserva mais de 6.000 objetos dentre os quais, múmias, papiros, sarcófagos, objetos da vida cotidiana e amuletos que foram trazidos do Egito, na sua grande maioria, pelo italiano Bernardino Dovretti. O italiano era cônsul frânces no Egito e prestava serviços ao Napoleão.

Histórias de guerras e de rapinas à parte, é incrível pensar que por causa do clima seco do Egito até mesmo materiais orgânicos como o papiro foram conservados.

O objeto mais antigo é um cadáver de 6.000 anos. Querem ver?





Isto foi maravilhoso de ver:



Papiro
Periodo tolemaico (332-30 a.C.)
Provenienza: Tebe, in seguito Collezione Drovetti, 1824


Tradução livre do texto do site oficial do Museu

Nesta cena do Livro dos Mortos de Iuefankh assistimos ao momento crucial, ou seja, o julgamento do morto, a chamada psicostasia ou julgamento da alma. O coração do morto, considerado a sede da inteligência (que não era o cérebro) se encontra sobre o prato de uma balança em equilíbrio diante de uma pequena figura da deusa Maat - que traz sobre a cabeça a pena de um avestruz. A deusa personifica a idéia de ordem cósmica, de justiça e de harmonia. Junto a Thoth, Maat era garantia da precisão. Thoth, que se manifestava em duas formas, como babuíno e como pássaro, era o deus da sabedoria e da escrita, que conhecia o cálculo. Ele vinha representado seja como pássaro, seja como babuíno. Sendo o coração (inteligência) de Ra, fazia os cálculos das fases lunares. Mestre de exatidão, era o patrono dos escribas. Por causa da sua habilidade no cálculo pediam a sua presença durante o julgamento da alma. Thoth aparece nesta cena sentado em cima da balança na forma de um babuíno, e como deus que da testa do pássaro ibis, registra o resultado com a pena diante a uma capela do deus de Osiris. Os deuses Horus e Anubis presidiam a balança e eram encarregados de ouvir a voz do coração do morto. Um animal híbrido (Anmut) sobre um pequeno altar está a espera do julgamento de Osiris. Se o morto tivesse que ser condenado, este animal, de corpo de hipopótamo e cabeça de crocodilo, lhe devoraria o coração, impedindo-o assim de renascer.
O meu conhecimento de história antiga vai até o gregos, infelizmente. E os gregos, por sua vez, tinham consciência de serem uma civilização criança diante daquela egípcia. Esta história do Tribunal de Osiris, famosa diga-se de passagem, sempre me emocionou. O fato de o coração do morto não poder ser nem tão pesado, mas nem tão leve é algo muito libriano. A balança, a busca pela precisão e pela justa medida em meio a um momento tão dramático, como o julgamento do morto, são carregados de significados.
Um deles é que há de haver um equilibrio, ao meu ver. Não se pode levar o mundo na passagem ao al di là , ou um coração pesado (ou ainda uma consciência pesada), mas não se pode vir ao mundo a passeio e carregar um coração tão leve, ou nenhuma experiência significativa a ponto de não haver forjado um coração justo ( ou nenhuma consciência). Um coração que pese menos que a pluma de Maat, a deusa da justiça. É o fio da navalha de Libra. É sobre ela que devemos caminhar.
Em quase todo o percurso do museu se vê essa relação mágica-religosa que os egípcios tinham com a passagem, com a morte. Existem muitos exemplos disso: a técnica de embalsamar os mortos, os olhos que eles desenhavam na parte de fora dos sarcófagos para que o morto pudesse ver e para afastar o mal, as réplicas em miniatura dos bens do defunto - que eles acreditavam que tomassem vida no além e que tais objetos auxiliariam o morto na outra vida-, as embarcações construídas com o intuito de levar o morto ao al di là e muitas outras coisas que seguramente eu ignoro.
A deusa Maat, claramente, pode ser personificada na deusa Atenas dos gregos, enquanto Thoth, o deus da escrita, em Hermes e Rá é o deus Sol.
Certamente os gregos se inspiraram muito nos egípcios e, eu ainda vou estudar história egípcia.
Alla prossima!

1 commenti:

Ângela on 17 de junho de 2009 22:51 disse...

uma das maiores surpresas que tive em minha vida foi visitar o museu egípcio em turim. jamais pensei que os italianos pudessem ter mais este precioso monumento da humanidade sob seus cuidados... Fui várias vezes à itália, mas nunca tinho ido a turim, uma cidade que não me chamava atenção... mas quando a conheci, quanto tempo perdido eu tive em minhas viagens. todas as regiões da itália merecem ser vistas, o que falta é tempo. aconselho turim e o museu egípcio. também recomendo o teatro reggio! um espetáculo realmente...

 

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