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segunda-feira, 28 de abril de 2008

Ecco la rondine! ( Eis a Andorinha)

A primavera deveria ter chegado há um mês atrás, mais ou menos, aqui no 45° norte. No entanto faz poucos dias que ela mostrou a sua face, ou seja, uma temperatura amena.

Finalmente! Eu estava já com saudades de um calorzinho!

Falando nela, hoje eu estava lendo um poema de Giovanni Pascoli, um poeta italiano do século XIX, quando me deparei com esta canzonetta que fala da chegada da primavera. Segundo o costume grego, as crianças, assim que chegava a bella stagione, saíam a bater de casa em casa a pedir comida.

-Ecco la rondine! Ecco la rondine! Apri!
Ch'ella ti porta il bel tempo, i belli anni.
'E nera sopra, ed il suo petto bianco.
'E venuta da uno che può tanto.
Oh! Apriti da te uscio di casa,
ch'entri costì la pace e l'abbondanza,
e il vino dentro il doglio da sé vada
e il pane d'orzo empia da sé la madia.
Uno anc'a noi, col sesamo, puoi darne!
Presto, ché non siam qui per albergare.
Apri, ché non siamo vecchi ma fanciulli!


Eis a Andorinha, eis a Andorinha! Abra!
Que ela te traz o bel tempo, os belos anos.
É negra e o seu peito é branco.
Veio a ti que é benevolente.
Oh! abra-se por si mesma, ò porta de casa,
que entre a paz e a abundância,
e o vinho vá por si mesmo dentro da jarra
e o pão d'orzo encha por si só o armário.
Um também a nós, com o sésamo, podes dar!
Rápido que não estamos aqui para albergar.
Abra, que não somos velhos, mas meninos!
(livre tradução)


XIII poema "L'Ultimo Viaggio", Poemi Conviviali di Pascoli

Depois de lê-la, imediatamente me lembrei da Nana, minha sogra italiana, e di tutte le sue belle canzonette italiane!

Dunque, te la dedico Nana!
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sábado, 26 de abril de 2008

El amor en los tiempos del cólera


Essa semana que passou, Marcelo e eu vimos o filme Love in the Time of Cholera um filme americano e colombiano baseado no livro "O amor nos tempos do cólera" do escritor Gabriel García Márquez. Como quase sempre acontece, na minha opinião, o livro é muuuuito melhor do que o filme. Na verdade, nesse caso, nem se compara. O filme é apenas passável. Não conseguiu, principalmente no início, manter o misto de dramaticidade e comicidade da personagem de Florentino, como magistralmente o criou o escritor colombiano. Além disso, o filme teria sido muito melhor se tivesse sido feito em língua espanhola. Por isso, vale a pena mesmo é ler o livro.

Eu o li já há uns 6, 7 anos e o bom de ver o filme foi poder recordar da personagem do Florentino Ariza e da atmosfera pisciana - virginiana do livro. Virginiana porque como cena de fundo o livro nos conta a explosão do cólera que assolava a sociedade da segunda metade do século XIX, na Colombia. Pisciana porque em primeiro plano assistimos o nascer, também esse explosivo, do amor entre os jovens, Florentino Ariza e Firmina Daza. Virginiana/Pisciana, também, porque os dois se trocavam às escondidas, com muita pudicícia, cartas de amor.

Florentino é uma personagem pisciana, pois é sensível, inspirado, apaixonado, nutre sua paixão sem limites por Firmina e, é quase vítima do amor que sente. Enquanto muitos morrem de cólera, a cólera do Florentino é mal de amor.

Mas Florentino se salva de morrer de amor, graças à sua compreensiva mãe que o estimula a viajar para esquecer a amada e, também, ao seu ascendente em Virgem. Me explico: na viagem, o apaixonado e recatado moço perde a virgindade num quase estupro "que sofre". Mas ali descobre o fascínio que exerce sobre as mulheres e, enquanto o amor por Firmina continua sendo impossível, Florentino começa a distrair-se com outras e a, virginianamente, elencar todas as relações que têm. Nesse elenco ele coloca em uma frase a impressão que teve da mulher com quem esteve. Mais ainda, sua profissão inicial é a de taquígrafo, profissão de virginiano.

Com seu jeito tímido e puro, mas também com a profundidade do amor que carrega, Florentino é como um espelho que reflete as emoções das mulheres. Por isso seu sucesso com elas. Mais ainda, Florentino é hábil com as palavras, principalmente com as poesias de amor e se descobre um hábil amante.

Quando Firmina se casa com o médico Urbino, Florentino quase morre. Mas não morre. Depois com o tempo, apercebe-se que precisa ocupar uma posição social mais elevada que a de simples taquígrafo para poder assim manter um mesmo padrão de vida que tem a sua amada Firmina, quando ela finalmente for sua. Decide trabalhar com o tio no comércio de barcos. De novo aí o eixo Virgem-Peixes.

E assim, tudo que ele faz é esperar que Firmina possa casar-se com ele, depois da morte de seu marido. E ele espera por mais de 50 anos. Graças à sua capacidade de ater-se aos afazeres cotidianos e à capacidade de manter seu sonho de amor sempre aceso, Florentino consegue finalmente estar ao lado da sua amada Firmina e é com ela que faz a passagem para um outro mundo, uma travessia doce em meio ao mar, nos tempos do cólera.
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sábado, 19 de abril de 2008

Lua cheia


Foto by Marcelo

O Sol chegou no Touro , hoje, e a Lua chegará amanhã de manhã em Escorpião no Baile do Céu. Sol e Lua em oposição igual a Lua Cheia. E que Lua cheia! Lua poderosa essa. De morte e renascimento! É conhecida como a Lua cheia de Buda, pois nesse dia os budistas comemoram o nascimento e a morte de Sidarta Gautama, o chamado Festival de Wesak.

Segundo a Wikipedia

Sidarta Gautama ou Siddhartha Gautama (em sânscrito सिद्धार्थ गौतम ) foi um príncipe que viveu por volta de 563 a.C. até 483 a.C., no reino de Śākya - que hoje em dia seria parte da fronteira do Nepal com a Índia. Gautama era seu nome de família, que significa "a melhor vaca", e Siddhartha é uma junção do sânscrito Siddhi ("realização", "completude", "sucesso", "liquidação de um débito") e Artha ("alvo", "propósito", "meta"). Pode ser traduzido como "Aquele cujos objetivos são alcançados" ou ainda "Aquele que cumpriu a meta a que se propôs (na sua vida)".

Casou-se ainda jovem com Yassodhara, teve um filho que foi chamado Rāhula ("obstáculo", em sânscrito) e, aos 29 anos, decidiu deixar a vida palaciana para viver como um asceta na floresta. Praticou meditação por 6 anos até que, aos 35 anos de idade, teve uma experiência religiosa à qual deu o nome de iluminação. A partir daí passou a ser conhecido como o Buda (Buddha, título honorífico em sânscrito que significa "Aquele que sabe", ou "Aquele que despertou"), mais especificamente como Buddha Śākyamuni ("o sábio dos Śākya").

Viveu até os 80 anos de idade, transmitindo seus ensinamentos e conquistando uma grande legião de discípulos, monges ou leigos (sem ordenação monástica).


Que a Lua cheia de Buda nos abênçõe, purifique e ilumine!
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sábado, 12 de abril de 2008

Um pouquinho de Madrid

Depois da viagem à Barcelona fomos à Madrid, uma cidade mais aristocrática que a alegre Barcelona, mas também muito exuberante.



Fuente de Netuno. Lindão ele, não?



Ganimedes, ou o Aguadeiro, o mais belo dos mortais servindo a Zeus com sua taça - Museo del Prado.



Plaza Mayor



Fuente de Cibeles



Calíope, a musa inspiradora da épica - Museo del Prado



Ruas de Madrid



Parque



Plaza de Toros
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sexta-feira, 4 de abril de 2008

Alexandre, o Grande é Sagitário, Áries e Peixes

Alexandre Magno na batalha de Isso (Museo Archeologico Nazionale di Napoli)

Como alguns de vocês sabem, depois de voltar da viagem à Espanha eu estava empenhada aqui com um exame de História Grega na universidade. Após quatro dias de estudo intenso, correu tudo bem! Já tô me acostumando com o estilo dos exames daqui, e fico feliz de não me sentir mais tão insegura com o fato deles serem orais.

Ah, e como é bom estudar história grega! Alguns personagens são iguais aos que conhecemos hoje, pois são movidos pela ganância, ambição, vaidade e poder. Mas outros trazem um algo a mais.
Sócrates, por exemplo, o filósofo da contra-corrente que, na busca pela verdade, desafiou os sofistas e se tornou um personagem muito incômodo no mundo grego. Morreu pela sua verdade! Ou o espartano Leônidas que, pela ideologia da sua pólis, lutou até a morte nas Termópolis. Ou ainda o astutíssimo ateniese Temistocles, que interpretou o oráculo de Delfo de uma forma muito particular e, graças a sua inteligência, venceu o numerosíssimo exército persiano em Salamina.
Porém, o mais impressionante de todos foi mesmo Alexandre Magno.

Ele nasceu em 326 a.C., filho de Felipe II, Rei de Macedônia. Com a morte do pai, em 336 a.C., Alexandre mostrou logo a que veio. Naquele momento não bastava somente ser filho de rei para tomar o trono. Era preciso bem mais que isso, pois havia muitos pretendentes ao cobiçado reino Macedônico. Alexandre tinha esse algo a mais - e muito mais ainda, como a História ensina. Foi com determinação que Alexandre matou todos os pretendentes e se impôs como o rei de Macedônia. Naquela época, já com Felipo II a Macedônia havia se erguido como a grande potência grega. Atenas e Esparta, depois da longa Guerra do Peloponeso, não conseguiram mais manter a tão desejada hegemonia.

Os atenienses tiveram que engolir Felipe II e seu filho Alexandre. A verdade é que a Macedônia sempre admirou muito a cultura dos atenieses, ao ponto de mandar buscar professores para ensinar os filhos dos nobres. Mas Atenas, que ficava no centro da Grécia, tinha dúvidas quanto aos macedônios serem gregos ou não. A Macedônia era uma região muito ao norte da Grécia, e seu povo era considerado quase bárbaro para os atenienses. Com a morte de Felipe II, em Tebas e Atenas se criou um boato de que também Alexandre, "o menino bobo" teria morrido. O fato é que o jovem princípe, segundo o que nos conta Plutarco, sabendo disso logo se apresentou aos muros de Tebas e destruiu totalmente a cidade. Já quando chegou em Atenas, não pôs abaixo nem um tijolo, a respeitou da mesma forma que havia feito o pai na guerra de Cheronea em 339-338 a.C. E mostrou de novo que de menino bobo não tinha nada.

Depois disso, para resumir, Alexandre reconquistou a Iônia, que havia sido dominada pelos Persas. Não contente com isso, acabou por conquistar a Asia e o Egito, criando o maior império já visto até então, como muitos de vocês devem saber.

O interessante nisso tudo é que o pai de Alexandre, Felipo II, dizia ser descendente de Hércules enquanto que a mãe, Olimpia, dizia ser descendente do Herói da Guerra de Tróia, Aquiles. Alexandre cresceu nesse ambiente e teve como professor nada mais nada menos que Aristóteles, que lhe ensinou ciência e arte. Segundo o que conta Plutarco, Alexandre não se separava da Iliada, livro que conta a Guerra de Tróia e que Aristóteles lhe deu de presente. O cara era grande mesmo.

Ao lado de suas campanhas militares, Alexandre fez outras campanhas propagandistas: fez sacrícios à deusa Atenas, ao seu suposto antepassado Aquiles, cortou um nó que deveria ser desfeito em Górdio e para completar, segundo uma lenda por Alexandre mesmo alimentada, ele seria filho do próprio Zeus.

Alexandre, o Grande montado no seu cavalo expandiu o mundo grego em limites nunca antes visto. Por isso é Sagitário. É Sagitário também porque estudou com um dos maiores filósofos que já existiram, é Sagitário porque descende do próprio Zeus, é Sagitário até no nome: Alexandre, O Grande!

Alexandre é Áries porque já aprendia a lutar desde pequeno, não titubeou um instante sequer em se impôr como rei, mas mais que rei ele era um líder. Conquistou o que o pai queria, mas foi mais além, bem além. Conquistou outros povos no sentido pleno da palavra, pois os trouxe para o seu lado e os integrou numa cultura helenistica. Sabia lutar e sabia o que queria.

Alexandre é Peixes porque não via os povos que conquistava como "outros", se metamosfoseava neles. Casou-se com inúmeras asiáticas. Tinha curiosidade pela cultura dos outros povos e queria fundar um único reino multi-cultural. Além disso, Alexandre morreu jovem, um pouco antes de completar os 33 anos de uma doença desconhecida. Doença desconhecida é coisa de Peixes e morte perto dos 33 anos nos faz lembrar de Cristo.

Depois de Alexandre nenhum outro conseguiu sucedê-lo. Seus inúmeros filhos eram todos ainda muito jovens. Seu reino multi-étnico morreu junto com ele, mas sua fama é conhecida ainda hoje em todo o mundo.


Estatueta do jovem Alexandre montando um cavalo; Bagram, Afghanistan
Bibliografia: Storia Greca a cura di Marco Betalli
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quinta-feira, 3 de abril de 2008


O mensageiro dos deuses chegou no Áries ontem no Baile do Céu. Em Áries, o deus Hermes tira os pés-de-pato piscianos e veste sandálias com uns foguetinhos atrás, deixando tudo mais veloz.

Por isso, basta com as firulas, meu amigo! Use a palavra assertiva que vai no coração do que se quer dizer. Seja vigoroso e franco e, como fazem as crianças, deixe-se surpreender por toda e qualquer idéia nova.

Com a nova idéia em mãos, não a ponha no quarto do sono e muito menos no corredor do tempo, peloamordedeus! Ao contrário, faça-a andar e rápido!

Ah, e aproveite a energia alegre de Áries para bater cabeça - dançando, é claro!
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