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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Rilke, um arqueiro profundamente humano

Tô relendo Cartas a um jovem Poeta, do Rainer Maria Rilke, nascido na bela Praga. Sagitariano com Mercúrio em Sagitário e Júpiter, regente do seu Sol, em Escorpião. Rainer falando de Deus e da Morte é para ler de mãos juntas, de joelhos.

A grande literatura é uma forma de oração:

Selecionei trechos da oitava carta, ei-los. Oremos irmãos! :D

(...)...Viveu muitas e grandes tristezas que passaram. E que elas passassem, diz-me, também o magoou e deixou amargurado. Mas peço-lhe que reflicta: estas grandes tristezas não terão antes passado por si, por dentro de si? Não terão dado nova forma a muitas coisas em si, não terão mudado um qualquer aspecto do seu ser? ...(...)

Sagitário é herói lançando flechas, quanto mais coragem de ir ao longe, mais perto de Deus se está:

(...) ...Temos de aceitar a nossa existência, por mais longe que ela chegue; tudo nela tem de ser possível, mesmo o inaudito. É no fundo esta a única forma de coragem que nos é exigida: que encaremos ousadamente o mais estranho, o mais fabuloso, o mais inexplicável. Que os homens tenhas sido cobardes a este repeito trouxe incontáveis danos à vida. (...)'

" (...) Pois não é apenas por inércia que as relações humanas são tão indizivelmente monótonas, repetindo-se de caso para caso sem renovação, é porque os homens receiam qualquer experiência nova e imprevisível que julguem ultrapassar as suas forças. Mas só quem está preparado para tudo, quem nada exclui, nem mesmo o mais enigmático, viverá como uma coisa viva a relação com outra pessoa e irá ele próprio ao limite da sua existência. (...)'

Rilke tinha Lua, Marte e Saturno em Aquário. A tristeza, as mortes, todo e qualquer sentimento pode ser entendido como forma de libertar-se, de des-envolver-se. E de manter a vida viva.

" (…) Se fomos postos no meio da vida, foi por ser este o elemento ao qual estamos adequados e melhor correspondemos. Além disso, por obra de uma adaptação milenária, tornamo-nos tão semelhantes a esta vida que, quando permanecemos imóveis, e graças a um feliz mimetismo, mal nos podemos distinguir de tudo quanto nos rodeia. Não temos nenhuma razão para recear ou desconfiar do mundo onde vivemos. Se nos inspira terrores, esses são os nossos terrores. Se contém abismos, esses abismos pertencem-nos. E se existem perigos, devemos procurar amá-los. Contanto que procuremos orientar e ajustar a nossa vida à medida deste princípio que nos aconselha a nos atermos sempre ao mais difícil, tudo quanto agora nos pareça ser o mais estranho, acabará por se revelar o mais familiar, o mais fiel (...)"

Eu colocaria o livro todo aqui. Recomendo muito.

1 commenti:

Liana D'Abreu on 28 de novembro de 2009 11:24 disse...

Oi Dani já li...umas 3 vezes, é maravilhoso!! é daqueles livros para lermos de vez em quando durante a vida inteira, achei inspirador, indiquei para muita gente, todo mundo me agradeceu depois que leu, vale muito a pena!!! bjs

 

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