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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Amor, amoris, umor, umoris V

E para fechar o ciclo por hoje, chamei o Rilke. Ele discorre sobre o Amor, na sua 7° carta ao Sr° Kappus:

(...) Também amar é bom: porque o amor é difícil. O amor de uma pessoa por outra: é talvez essa a maior dificuldade que conhecemos, o extremo, a última prova e teste, o trabalho que todos os outros trabalhos apenas preparam. É por isso que a juventude, que é principiante em tudo, não pode ainda amar: tem de aprender primeiro. Com todo o seu ser, com todas as suas forças, concentrada no seu coração solitário e aflito que bate em movimento ascendente, tem de aprender a amar. Mas o tempo de aprendizagem é sempre longo e fechado, e por isso para quem ama o amor é solidão por muito tempo, pela vida afora, é um isolamento que ascende e se aprofunda. Amar não tem de início nada a ver com abrir-se a uma outra pessoa ( pois o que seria uma união do que ainda não se esclareceu nem completou, do que ainda se subordina...?), é antes uma ocasião sublime concedida ao indivíduo para que ele possa amadurecer, tornar-se qualquer coisa dentro de si, tornar-se mundo, tornar-se mundo para si em nome de um outro, é um imperativo grande e imodesto que faz dele um eleito e o chama para a distância. É só neste sentido, enquanto injunção para trabalhar dentro de si ( escutar e martelar dia e noite), que a juventude poderá usar o amor que lhe é dado. (...)

Rainer Maria Rilke, Cartas a um Jovem Poeta.

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