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terça-feira, 20 de abril de 2010

O Canto alegretense no Teatro São Pedro, tchê!

Báh, quer mais tradicional que isso? Sol em Touro e Lua em Câncer conecta a gente com as próprias tradições, né não? Com o lugar de onde viemos. Com aquilo que nos distingue, que distingue a nossa terra de todas as outras. E a gauchinha, aqui, se arrepia, sempre que ouve esta.



Adorei a repaginada, só ficou faltando a gaita...Cadê a gaita, guri?

E você aí, que tal deixar nos comentários uma música uma poesia, algo que distinga você e sua terra de todas as outras, que evoque memórias? Você põe ali nos coments e eu publico aqui. 

Abaixo segue a bela letra do Canto Alegretense de Neto Fagundes. 

Composição: Bagre Fagundes

Não me perguntes onde fica o alegrete
Segue o rumo do teu próprio coração
Cruzarás pela estrada algum ginete
E ouvirás toque de gaita e de violão
Pra quem chega de Rosário ao fim da tarde
Ou quem vem de Uruguaiana de manhã
Tem o sol como uma brasa que ainda arde
Mergulhado no rio Ibirapuitã
Ouve o canto gauchesco e brasileiro
Desta terra que eu amei desde guri
Flor de tuna, camoatim de mel campeiro
Pedra moura das quebradas do Inhanduí
E na hora derradeira que eu mereça
Ver o sol alegretense entardecer
Como os potros vou virar minha cabeça
Para os pagos no momento de morrer
E nos olhos vou levar o encantamento
Desta terra que eu amei com devoção
Cada verso que eu componho é um pagamento
De uma dívida de amor e gratidão
Ouve o canto gauchesco e brasileiro
Desta terra que eu amei desde guri
Flor de tuna, camoatim de mel campeiro
Pedra moura das quebradas do Inhanduí

............................................................................................................................................

A Shin Tau aceita aceita o desafio e para honrar Touro, escolhe Natália Correia, da terra do seu Pai.

Nuvens correndo num rio
Quem sabe onde vão parar?
Fantasma do meu navio
Não corras, vai devagar!

Vais por caminhos de bruma
Que são caminhos de olvido.
Não queiras, ó meu navio,
Ser um navio perdido.

Sonhos içados ao vento
Querem estrelas varejar!
Velas do meu pensamento
Aonde me quereis levar?

Não corras, ó meu navio
Navega mais devagar,
Que nuvens correndo em rio,
Quem sabe onde vão parar?

Que este destino em que venho
É uma troça tão triste;
Um navio que não tenho
Num rio que não existe.

Natália Correia

.......................................................................................................................................

Daniela70 diz: De música que me faz chorar e me lembra minha família, só O Sole Mio. Meu avô traduzia a letra pra mim e falava do amor com um brilho nos olhos que lembro até hoje. Era um italiano apaixonado e passional. Ele criou toda uma dinastia assim. Aiuto! :p

 

Do Sandro: Essas são para o Rio minha cidade pós-maravilhosa! para o Rio de Janeiro:



E ainda do Sandro: Rio 40°C



A Tili Oliveira não resistiu e mandou 'o vídeo com a querida "São, São Paulo", de Tom Zé. Minha querida Sampa é assim: dor e amor se misturam.'



Da Rôsângela, um poema de João de Cunha Vargas, musicado por Vitor Ramil.
'Deixando o Pago'

13 commenti:

Shin Tau on 20 de abril de 2010 13:20 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Shin Tau on 20 de abril de 2010 13:20 disse...

Daneila

aceito o desafio e para honrar Touro escolho Natália Correia, da terra do meu Pai.

Nuvens correndo num rio
Quem sabe onde vão parar?
Fantasma do meu navio
Não corras, vai devagar!

Vais por caminhos de bruma
Que são caminhos de olvido.
Não queiras, ó meu navio,
Ser um navio perdido.

Sonhos içados ao vento
Querem estrelas varejar!
Velas do meu pensamento
Aonde me quereis levar?

Não corras, ó meu navio
Navega mais devagar,
Que nuvens correndo em rio,
Quem sabe onde vão parar?

Que este destino em que venho
É uma troça tão triste;
Um navio que não tenho
Num rio que não existe.

Natália Correia

Beijcoas

daniela70 on 20 de abril de 2010 14:16 disse...

Dani, que música emocionante. Nunca tinha ouvido e calculo o que deve representar pra vocês. Adoro o sotaque gaúcho e tenho a tendência a acreditar em tudo o que gaúchos me falam. Hahahahah, não posso fazer nada se vocês passam credibilidade!!!
Aliás, só você pra me fazer ouvir Fresno!! Hahahahaha

De música que me faz chorar e me lembra minha família, só O Sole Mio. Meu avô traduzia a letra pra mim e falava do amor com um brilho nos olhos que lembro até hoje. Era um italiano apaixonado e passional. Ele criou toda uma dinastia assim. Aiuto! :p

Daniela Scheifler on 20 de abril de 2010 14:31 disse...

Dani, você mesma havia já 'cantado a pedra': 'hoje o dia vai ser brega'! hehehehe

Mas o Sole mio, hein? Que lindeza, que coisa mais fofa o teu avó! Dá-lhe Lua em Câncer no céu.

:*

daniela70 on 20 de abril de 2010 14:47 disse...

Ai, Dani, não vou nem ver o vídeo porque já tô sentindo a cabeça pesar de vontade de chorar. Tenho um trabalho pra entregar daqui a pouco e não posso começar a chorar.
Essa letra é linda, fala de um romantismo que não existe mais. Muita saudade do meu avô!! Muito orgulho do que ele representou pra nossa família! Ai, ai...

Daniela Scheifler on 20 de abril de 2010 14:54 disse...

Ai, ai...depois de terminar o trabalho você ouve. :-)

Sandro Gomes on 20 de abril de 2010 17:14 disse...

Essas são para o Rio minha cidade pós-maravilhosa!

Samba do Avião
Tom Jobim
Composição: Antônio Carlos Jobim

Eparrê
Aroeira beira de mar
Canôa Salve Deus e Tiago e Humaitá
Eta, costão de pedra dos home brabo do mar
Eh, Xangô, vê se me ajuda a chegar

Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito prá mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão
Copacabana, Copacabana

Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Aperte o cinto, vamos chegar
Água brilhando, olha a pista chegando
E vamos nós
Pousar...

Sandro Gomes on 20 de abril de 2010 17:15 disse...

E continua...

Rio 40 Graus
Fernanda Abreu

Rio 40 Graus..(2x)

Rio 40 graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza
E do caos...(2x)

Capital do sangue quente
Do Brasil
Capital do sangue quente
Do melhor e do pior
Do Brasil...(2x)

Cidade sangue quente
Maravilha mutante...

O Rio é uma cidade
De cidades misturadas
O Rio é uma cidade
De cidades camufladas
Com governos misturados
Camuflados, paralelos
Sorrateiros
Ocultando comandos...

Comando de comando
Submundo oficial
Comando de comando
Submundo bandidaço
Comando de comando
Submundo classe média
Comando de comando
Submundo camelô
Comando de comando
Submáfia manicure
Comando de comando
Submáfia de boate
Comando de comando
Submundo de madame
Comando de comando
Submundo da TV
Submundo deputado
Submáfia aposentado
Submundo de papai
Submáfia da mamãe
Submundo da vovó
Submáfia criancinha
Submundo dos filhinhos...

Na cidade sangue quente
Na cidade maravilha mutante...

Rio 40 graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza
E do caos...(2x)

Rio 40 graus
Purgatório da beleza
E do caos...

Eh! Rio 40 graus...

Quem é dono desse bêco?
Quem é dono dessa rua?
De quem é esse edifício?
De quem é esse lugar?...(2x)

É meu esse lugar
Sou carioca
Pô!
(Sou carioca!)
Eu quero meu crachá
Sou carioca
Pô!...

"Canil veterinário
É assaltado liberando
Cachorrada doentia
Atropelando!
Na xuxa das esquinas
De macumba violenta
Escopeta de sainha plissada
Na xuxa das esquinas
De macumba gigantescas
Escopêta de shortinho algodão"...

Cachorrada doentia do Joá, eh!
Cachorrada doentia São Cristóvão
É Cachorrada doentia Bonsucesso
Cachorrada doentia Madureira
É Cachorrada doentia da Rocinha
É Cachorrada doentia do Estácio...

Na cidade sangue quente
Na cidade maravilha mutante...

Rio!...

Rio 40 graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza
E do caos...(2x)

Rio 40 graus
Purgatório da beleza
E do caos...

A novidade cultural
Da garotada
Favelada, suburbana
Classe média marginal
É informática metralha
Sub-uzi equipadinha
Com cartucho musical
De batucada digital...

Gatinho de disket
Marcação pagode, funk
De gatinho marcação
Do samba-lance
Com batuque digital
Na sub-uzi musical
De batucada digital
Eh!...

Meio batuque inovação
De marcação prá pagodeira
Curtição de falação
De batucada
Com cartucho sub-uzi
De batuque digital
Metralhadora musical...

De marcação invocação
Prá gritaria
De torcida da galera
Funk!
De marcação invocação
Prá gritaria
De torcida da galera
Samba!
De marcação invocação
Prá gritaria
De torcida da galera
Tiroteio!
De gatilho digital
De sub-uzi equipadinha
Com cartucho musical
De contrabando militar
Da novidade cultural
Da garotada
Favelada suburbana
De shortinho, de chinelo
Sem camisa, carregando
Sub-uzi equipadinha
Com cartucho musical
De batucada digital
Ulalá!...

Na cidade sangue quente
Na cidade maravilha mutante
Huuuummm!...

Rio 40 graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza
E do caos...(2x)

Rio 40 graus
Purgatório da beleza
E do caos...

Capital do sangue quente
Do Brasil
Capital do sangue quente
Do melhor e do pior
Do Brasil...

(O Rio de Janeiro!)
(O Rio De Janeiro!)
(Soy Loco Por Ti!)...

Rio 40 graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza
E do caos...(2x)

Rio 40 graus
Purgatório da beleza
E do caos...

Daniela Scheifler on 20 de abril de 2010 22:23 disse...

Publicado, Sandro! Belíssimo o Rio de Janeiro :-) Demorou pq eu estava dando aula, mas agora estou de volta.

Tili Oliveira on 21 de abril de 2010 01:02 disse...

Ai Dani, não resisti.
Vai o link para o vídeo com a querida "São, São Paulo", de Tom Zé.
Minha querida Sampa é assim: dor e amor se misturam.
Beijos querida.

http://www.youtube.com/watch?v=ckLfUBsCmYs&feature=related

Daniela Scheifler on 21 de abril de 2010 01:08 disse...

Tili, muito bem! Tava faltando Sampa #adoro

beijos, beijos

Rosângela on 21 de abril de 2010 15:38 disse...

Aqui vai um poema de João de Cunha Vargas, musicado por Vitor Ramil.
Deixando o Pago
João da Cunha Vargas

Alcei a perna no pingo
E saí sem rumo certo,
Olhei o pampa deserto
E o céu fincado no chão,
Troquei as rédeas de mão,
Mudei o pala de braço
E vi a lua no espaço
Clareando todo o rincão.

E a trotezito no mais,
Fui aumentando a distância
Deixando o rancho da infância
Coberto pela neblina;
Nunca pensei que minha sina
Fosse andar longe do pago
E trago na boca o amargo
Dum doce beijo de china.

Sempre gostei da morena,
É minha cor predileta,
Da carreira em cancha reta,
Dum truco numa carona,
Dum churrasco de mamona,
Na sombra do arvoredo,
Onde se oculta o segredo
Num teclado de cordeona.

Cruzo a última cancela
Do campo pro corredor
E sinto um perfume de flor,
Que brotou na primavera.
À noite, linda que era,
Banhada pelo luar,
Tive ganas de chorar
Ao ver o meu rancho tapera.

Como é linda a liberdade
Sobre o lombo do cavalo
E ouvir o canto do galo,
Anunciando a madrugada,
Dormir na beira da estrada
Num sono longo e sereno
E ver que o mundo é pequeno
E que a vida não vale nada.

O pingo tranqueava largo
Na direção de um bolicho,
Onde se ouvia o cochicho
De uma cordeona acordada;
Era linda a madrugada,
A estrla d'alva saía
No rastro das três marias,
Na volta grande da estrada.

Era um baile - um casamento
Quem sabe algum batizado,
Eu não era convidado,
Mas tava ali de cruzada,
Bolicho em beira de estrada
Sempre tem um índio vago,
Cachaça pra tomar um trago,
Carpeta pra uma carteada.

Falam muito no destino,
Até nem sei se acredito,
Eu fui criado solito,
Mas sempre bem prevenido,
índio do queixo torcido,
Que se amansou na experiência.
Eu vou voltar pra querência,
Lugar onde fui parido.

http://www.youtube.com/watch?v=w7ho6OQN0O0

Daniela Scheifler on 22 de abril de 2010 10:10 disse...

Demais, Rô! Adoro tb! Vou pôr o vídeo no post!

beijocas!

 

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