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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Horoscopus do dia 25: la madre e l'ombra della madre

La Luna e il Cancro, Palazzo Ducale a Venezia

Ontem foi um dia pra lá de Lua em Câncer. Vertiginosamente Lua em Câncer. Começou de manhã com a discussão, na universidade, de um conto intitulado "La Madre" di Grazia Deledda. Aos que lêem em italiano, podem baixá-lo, aqui. Se acharem em português, recomendo muitíssimo. Literatura de primeira com muito material a ser esmiuçado, desdobrado. A história se passa na Sardegna, numa sociedade arcaica e de cultura predominantemente oral. E conta de forma muito intensa, profunda, sensível e real, a relação mãe-filho.

Lua em Câncer no céu e ontem ouvi que mãe é aquela mulher que nos disse: sim! E aí nascemos. Se ela nos abandonou, rejeitou, ou nos deixou esperando na porta do colégio por mais de meia hora, não importa. Teve um momento em que ela nos disse: sim! Agora,  mãe é também a mulher que nos diz não, depois de um certo tempo. Que nos afasta para que a gente possa crescer, virar homem e mulher. Nascer para o mundo. Não é à toa que casa 10 da mandala astrológica se refere à mãe e, também, à vocação. A mãe é quem nos apresenta ao mundo. A mãe é quem nos dá a palavra. É com ela, ou com quem desempenha o papel de mãe, que aprendemos a falar. A começar por mama e mamãe, na maioria dos casos.

Eu não sou mãe, ainda, mas ontem ouvi uma coisa que me fez repensar isso: mãe é toda e qualquer pessoa que nutre, cuida e protege. Fiquei feliz ao constatar que sou mãe sim, que já carrego dentro e  expresso fora, de muitos modos, o famoso instinto materno

A Lua, hoje, segue em Câncer. No signo de onde se gera a vida e no mistério que isso suscita. No meio da tarde, a Lua sorri para Urano, animando o céu, inovando na forma como expressamos os sentimentos. Bom para sair da mesmice e para se libertar de antigas mágoas. Bom para pensar que, sendo mãe de fato ou não, de um modo todo seu, você também carrega o dom de nutrir, a capacidade de dar vida. Seja a um filho, um projeto, um trabalho, uma ídéia, uma relação. E é capaz de cuidar disso. Bom também para pensar que, aceitar que somos dependentes, primeiro da mãe e depois daquilo que amamos, é também o que nos liberta.

Ontem, uma das discussões era também essa que, numa cultura matriarcal, o filho rompe de um certo modo com a mãe para poder ganhar o mundo. Numa cultura materna, o filho reconhece a dependência que tem dela e, assim, também se liberta e cresce. Observo que, a grande maioria de nós, passa pelos dois processos, pois existe uma fase que rompemos, desafiamos mesmo para nos libertar e encontrar nosso caminho. Longe do poder e da força que tem uma mãe. Longe da sua sombra também devoradora. Sim, porque se dependesse de algumas mães, estaríamos mamando no peito até hoje. E um tempo depois de romper, quase sempre, nos reconciliamos com esse legado, com essa memória e crescemos ainda mais. Passamos a ver nossa mãe como um ser humano como nós. E, ao mesmo tempo, reconhecemos nela algo de sagrado, intocável e misterioso. Pois foi ela que nos deu a vida, foi ela que nos disse: sim!

E depois desse papo todo, depois de gerada a vida, a gente precisa é se expressar e brincar. No final desta quinta-feira, a Lua ingressa Leão, animando de vez o céu, esquentando os ânimos de quem tem um músculo involuntário batendo no peito. E já na madruga, a Lua casa com Marte, o guerreiro. Guerreiros do coração. A dica para a noite de hoje é: saia, se diverta, veja e seja visto. Crie ou procrie, co-crie com o universo. E tenha um grandioso e alegre giovedì.

6 commenti:

Maria on 25 de fevereiro de 2010 00:32 disse...

Dani por aqui consideramos a casa 4 como sendo a da mãe/família, eventualmente o pai. Mas quando a gente faz o mapa e conversa com a pessoa, logo saca onde ela 'mora' de fato né? rs
Hj também falei de maternidade no blog, não sei se viu, e chamei para a conversa as mães de plantão :))
Adoro acompanhar esse movimento da Lua, mudando o tom da conversa todos os dias!!!

Daniela Scheifler on 25 de fevereiro de 2010 00:51 disse...

Oi, Maria! Essas casa se confundem mesmo. O melhor é analisar o mapa e o caso. Mas eu sempre me pergunto: por que afinal de contas a casa 10 se relaciona à mãe? Investigo sempre isso nos mapas e percebo que fecha muito, mostra como a pessoa vê a mãe. Este assunto 'mãe' é tão vasto, né? Ser mãe, é algo complexo e, ao mesmo, tempo está ali, vem natural. É instinto. Não sou mãe, mas venho me preparando para ser. E cá com meus botões, depois de vivências como filha e muitas observações, penso que não há como fugir da dor e da culpa. Nós iremos errar, por mais que tentemos acertar. Mas nós iremos também amar e muito e nos maravilhar. No fim das contas, como tudo que é bom nesta vida, ser mãe é um desafio dos bons. Eu tenho Lua em Libra conjunta a Plutão na casa 5 hahaha já viu, né? medo e desejo de ser mãe. Mas tô me preparando...:)

beijos, querida!

Madalena on 25 de fevereiro de 2010 01:09 disse...

Belo texto Dani!

Obrigada por essa frase em especial:
Pois foi ela que nos deu a vida, foi ela que nos disse: sim!

Daniela Scheifler on 25 de fevereiro de 2010 01:32 disse...

Obrigada, Madalena! Essa frase também me atravessou.

beijos!

Lúcia Mazzini on 25 de fevereiro de 2010 01:45 disse...

Lindo...Até quem nos rejeitou e outra que nos acolheu disseram SIM!

Aproveito aqui, e digo que estou tremendamente orgulhosa de meu filho! Depois de tudo que passamos juntos ele é um grande vencedor!!!

E teve 2 mães que disseram SIM!Que tamanha benção é isso?
Bjs querida

Daniela Scheifler on 25 de fevereiro de 2010 08:56 disse...

Lúcia, ontem se falou disso também: dos afortunados que receberam um duplo 'sim'. É uma grande bênção mesmo.

Parabéns a você e ao teu filho :)

beijos,

 

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