Neve abundante em Novara e, em boa parte da Itália. Lindo vê-la dançar no ar. Diz a previsão que vai cair por todo o dia de hoje. Nós fomos para a praça nos divertir. Só nós, claro!
Se clicar na imagem, dá para ver a neve caindo.

O Sol chegou no Sagitário e a Lua está em Libra. Resultado: grandes ideais e aspirações mais amor romântico.
A combinação do Baile no Céu me lembrou a célebre ópera de Mozart, A Flauta Mágica. Uma belíssima história de iniciação dos amantes que se põem a caminho, movidos pelo amor.
Fica aí a dica de filme para o final de semana!
Acima, o trailer A Flauta Mágica de Kenneth Branagh.
Viu?

Para aliviar o clima do post anterior, segue essa propaganda que passava na TV daqui, até pouco tempo atrás. 8-))))
Eu conheci este lugar, se chama Canyon Du Verdon e fica sul da França, na região da Provença. Lindo, paradisíaco, afrodísíaco, dionisíaco, natureza exuberante, mesmo.
Não é?
Hoje é aniver do meu amigo Alê, vocalista da Blackout, banda de covers de Porto Alegre. Ele é de Escorpião, o moço, com ascendente em Gêmeos.
É por isso que ele é tantas coisas, uma multiplicidade de interesses: informata, vocalista, estudante de psicologia, amante de línguas e maridão de uma taurina linda de morrer, a Hericka.
Inteligente e curioso, dá gosto de conversar com ele.
Apesar da diversidade de interesses, ele faz tudo com intensidade e paixão, como convém a um escorpianino que se preze.
Alê, amigo lindo, um buonissimo compleanno! Tantissimi auguri!
Ah, e sucesso sempre para a Blackout que no vídeo acima toca Rolling Stones!
Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
"Coitado, até essa hora no serviço pesado".
Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente.
Não me falou em amor.
Essa palavra de luxo.
Adélia Prado

Nossa, achei o vídeo e a letra perfeitos para uma Vênus em Câncer. Ela cozinha para o suposto fidanzato (?), prepara todo o ambiente, dando a ele alma e aura de paixão e romântismo.
Fui olhar o mapa dela, o mapa da Giusy Ferreri. A moça venceu recentemente um programa de música e, de caixa de supermercato, passou a cantora de sucesso.
Ariana com Lua em Sagitário. Guerreira ela. Me lembrou um pouco a voz da Amy. Ela tem uma coisa meio Amy que é do Sagitário, ela é grande e precisa de espaço para passar com seu cabelão. E a Vênus? Quase que acertei. Em Peixes. De fato la ragazza se entrega de corpo e alma cuidando de tudo, preparando o encontro ideal e o cara não aparece, purtroppo!
O Câncer tá no Júpiter da Giusy trigonando a Vênus e também o Mercúrio em Peixes. É uma sortuda, questa donna. Vida fértil em todos os sentidos! E tá explicado o ambiente quente e protetor, envolvente que ela interpreta, além da comida. Tem até o barulhinho do cozimento.
E a voz dela? Docemente desafinada, algo difícil de se fazer. Isso sem falar na letra da música. Não entendeu a letra da música? Faça aulas de italiano comigo, oras bolas! :-)
No final, ela se rebela. Enquanto assiste um filme antigo, come a galinha com as mãos e depois sai com uma amiga. Claro, ela é ariana com Lua em Sagitário. É muito espevitada para ficar em casa chorando.
Non ti scorderemo mai, Giusy!
Será o Riobaldo, personagem-narrador, ex-jagunço de "Grande Sertão: Veredas" do signo de Escorpião? Creio que sim!
Diz ele:
(...) não sei de nada, mas desconfio de muita coisa!
Quando morre seu padrinho e Riobaldo herda duas grandes fazendas, pergunta desconfiado ao compadre Quelemém:
'Mas , por fim , eu tomei coragem , e tudo perguntei:
-"O senhor acha que a minha alma eu vendi, pactário?! "
Então ele sorriu, o pronto sincero, e me vale me respondeu:
-"Tem cisma não. Pensa para diante. Comprar ou vender, às vezes, são as ações que
são as quase iguais ..."
(...)
Diz ainda Riobaldo:
1-Viver é muito perigoso
2-Quem desconfia, fica sábio.
3-Deus existe mesmo quando não há. Mas o demônio não precisa de existir para haver.
4-Vingar, digo ao senhor: é lamber, frio, o que o outro cozinhou quente demais.
5-Sertão: é dentro da gente.
Desconfiado e inquisidor das coisas do mundo, Riobaldo expõe suas inquietações filosóficas, reflexões sobre a vida, a origem das coisas, de Deus e do diabo. Riobaldo é Escorpião e Sagitário, porque também é jagunço montado no cavalo, com um rifle na mão.
Mas não só por isso, segundo ele:
1- Vivendo, se aprende; mas o que se aprende, mais, é só a fazer outras maiores perguntas.
2- Sertão é do tamanho do mundo
Além disso, o ex-jagunço, através do fio da memória, narra suas experiências a um "senhor" e conclui:
'Cerro. O senhor vê. Contei tudo. Agora estou aqui, quase barranqueiro. (...) Amável senhor me ouviu, minha idéia confirmou: que o Diabo não existe. Pois não? O senhor é um homem soberano , circunspecto. Amigos somos. Nonada. O diabo não há! É o que eu digo, se fôr ... Existe é homem humano. Travessia.'
Tu és o louco da imortal loucura,
O louco da loucura mais suprema.
A Terra é sempre a tua negra algema,
Prende-te nela a extrema Desventura.
Mas essa mesma algema de amargura,
Mas essa mesma Desventura extrema
Faz que tu'alma suplicando gema
E rebente em estrelas de ternura.
Tu és o Poeta, o grande Assinalado
Que povoas o mundo despovoado,
De belezas eternas, pouco a pouco...
Na Natureza prodigiosa e rica
Toda a audácia dos nervos justifica
Os teus espasmos imortais de louco!
Cruz e Sousa
Você já se sentiu descendo ladeira abaixo sem freio? Já se jogou do décimo andar e saiu voando? Não? Como assim? Sua vida é com ou sem pimenta? É com ou sem emoção? Você tem todas as respostas e já traçou todos os caminhos? Se a resposta para a última pergunta é sim, fica um conselho: mude a rota e deixe-se levar pelo instinto pelo desejo espontâneo, ao menos uma vez na vida, meu caro e minha cara.
Sabato, sábado!
Hoje, vou receber meu diploma da "Scuola di Italiano Louis Massignon". Foi uma prova de certificação linguística que fizemos (eu e meus colegas) em julho, no final do ano letivo, através da Universidade de Perugia. Não tem nada a ver com a universidade onde eu estudo. É uma escola aqui de Novara que ensina língua, cultura e história italiana para estrangeiros. As aulas são muito boas e, lá conheci gente de todo o mundo.
Agora, quando penso em Índia, Rússia, Marrocos, Ucraina, Polônia, Albânia, etc, me vêm à mente não um lugar distante e exótico, mas uma pessoa que conheci e que me contou como é a vida por lá. Cada história! Muita gente vêm em busca de uma vida melhor, de um "simples" emprego.
Em Bangladesh, por exemplo, o que acontece é que só uma pessoa da família trabalha e o salário dela serve para sustentar todos os outros. Isso porque lá tem muita gente e pouco emprego. Então, eles vêm trabalhar na agricultura, na construção civil e no comércio, muitos em "nero" e por isso mesmo ganhando muito pouco. As loiras do leste europeu, deixam suas famílias e filhos e vêm cuidar "dei bambini italiani". E assim que podem, voltam e trazem seus entes queridos para morar junto delas. Dureza pouca é bobagem, mas histórias de superação também não faltam, não.
Mas voltando, os professores da escola fazem parte da "Comunità di Sant'Egidio", uma comunidade católica bem forte por aqui. É uma comunidade internacional que tem muitos projetos pelo mundo todo, principalmente no continente africano. O que eu acho legal é que são um grupo de pessoas laicas que não têm o intuito de converter ninguém. Simplesmente se deram conta do quanto são privilegiadas e resolveram fazer uso dos seus privilégios para ajudar quem os têm pouco, ou quem não tem nenhum. Eles criaram aqui "una vera e propria politica di integrazione", algo que o governo italiano está remando para conseguir. Durante as aulas, os passeios, as festas ( ah, eles adoram uma festa) a gente sente na veia a diversidade como uma riqueza e não como algo a se ter "paura'.
De tarde eu vou lá, depois conto como foi e ponho umas fotinhos aqui.
Oggi è Giovedì, dia de Giove - Quinta-feira, dia de Júpiter no português. Em Espanhol, Jeuve. Em Frânces, Jeudi.
O Guimarães Rosa chamou Júpiter de Jove:
"Aos quais, sol a sol e val a val, mapeados por modos e caminhos tortuosos, nas principais tinham sido, rol: a do Jove, entre o Ribeirão Maquiné e o Rio das Pedras - fazenda com espaço de casarão e sobrefartura:.."
Expansão, fartura, fé, confiança, graça e benefícios são relacionados a Júpiter.
Agora, veja outras palavras do italiano que participam desse mesmo campo semântico:
Gioia pode ser: jóia, alegria, felicidade, amorzinho, pedra preciosa e gozo.
O verbo giovare que significa obter ajuda ou benefício, obter prazer, facilitar, ser útil.
Fartura? E a crise financeira? pelo menos hoje, a arte de viver da fé, só não se sabe fé em quê...
Ah, e já ia me esquecendo, eu sabia que o Grêmio iria retomar seu lugar no liderança do campeonato brasileiro. Eu sempre soube! :-)

Fomos visitar uma das muitas mostras da Triennale di Milano: Valentina, la forma del tempo. Uma homenagem a um dos mais famosos cartunistas italianos, Guido Crepax, falecido em 2003.
Na mostra, vemos Valentina Rosselli, sua personagem mais famosa: uma bellissima e sensual fotógrafa milanese, inspirada na atriz do cinema mudo Louise Brooks. Valentina é uma personagem que conquistou as décadas de 60, 70, 80 e 90. Mulher independente, casada e com filho e, ao mesmo tempo, portadora de uma série de fantasias eróticas, muitas delas de submissão.
Valentina embarca nas mais variadas viagens oníricas, ricas de simbologia surrealista, instrospecção psicológica que deságuam sempre num mundo de Eros. A personagem apareceu pela primeira vez em 1965, na Revista Linus. A princípio era destinada a um papel secundário, mas o público a amou desde sempre. Ela tem inclusive uma carteira de identidade. Valentina, segundo seu criador, nasceu no dia 25 de dezembro de 1942, em Milão.
Fiz o mapa do dia do "nascimento"de Valentina e eis que a bela tem Sol, Vênus e Mercurio em Capricórnio. Capricórnio é o signo regido por Saturno, o deus do tempo do relógio, que marca com a sua batida o passar dos anos. Tá explicado, então, pois Valentina vai envelhecendo ao longo do tempo nas suas histórias. Além do que, a moça tem uma carreira: é fotógrafa. É uma mulher séria, portanto. Capricórnio rege a casa 10, a casa da carreira e da vocação.
De fato, Valentina surge numa época em que as mulheres estavam justamente lutando por um lugar ao sol. A personagem trabalha e tem ainda uma família. Ela tem Júpiter em Câncer e deve conciliar suas obrigações de fotógrafa, sua carreira, com o papel de mãe. A lhe acordar ( e a nos acordar) de seus sonhos e fantasias, em muitas histórias, é o choro do filho Mathias.
É interessante também o fato de que o nome da mostra faça menção ao tempo, tema indiscusso de Capricórnio.
Mas o appariscente mundo subterrâneo da bela, se explica mesmo, ao meu ver, porque ela tem a Lua no criativo e caloroso signo de Leão e, possivelmente, essa Lua está conjunta a Plutão ( não tenho o horário de nascimento). Acredito na conjunção, pois ela explicaria a densidade emocional de Valentina. Através dos quadrinhos, da arte de Crepax, entramos em contato com os problemas reais da personagem: a anorexia, os pesadelos e delírios, os sonhos e alucinações. Tudo isso, num corpo de felina que se mostra sem muitos tabus e com muita arte e luxo, claro.
A mostra é linda. Tem as histórias de Valentina ocupando gigantescas paredes, se vê as inúmeras influências artísticas de Crepax e ainda se faz o percurso ao som de Chet Backer: My funny Valentine.
Outra coisa bem legal da obra de Crepax é reconhecer Milão, suas ruas, paradas de metrô, cenários e praças.
Quem quiser dar uma espiadinha no universo de Valentina, clique aqui.
Fotos? só da entrada da exposição, purtroppo:
E dê-lhe gaita, gaiteiro!
COM O GRÊMIO ONDE O GRÊMIO ESTIVER!
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